A outra mãe de James Rodríguez

Doméstica mineira tem apoiador como um filho e vibra com o desempenho do artilheiro colombiano na Copa do Mundo

Por O Dia

Rio - Diz o ditado que ‘coração de mãe não se engana’. Mesmo que não exista laço sanguíneo, a mineira Geni Maria Fagundes, a dona Gigi, tem motivos de sobra para se orgulhar do seu filho de consideração: o jovem astro da seleção da Colômbia James Rodríguez. Radicada na Europa, ela trabalhou como doméstica por três anos na casa do artilheiro do Mundial, com cinco gols, quando ele ainda jogava no Porto. A convivência diária com o craque criou uma relação de carinho, quase como entre mãe e filho.

“Tenho 65 anos e ele é um menino, é natural. Não sou a mãe dele, mas o considero como um filho. A cultura da Colômbia é parecida com a do Brasil e isso nos aproximou. O povo de lá é carismático e alegre. Fui muito bem recebida pela família e estou feliz com o sucesso dele na Copa”, diz.

Geni e o craque James RodríguezDivulgação

A história de dona Gigi começou em 2010, quando uma amiga lhe indicou para trabalhar como doméstica na casa de um jogador recém-chegado a Portugal e contratado pelo Porto: o colombiano Fredy Guarín — meia que também disputa a Copa. Semanas depois, James Rodríguez, então com 18 anos, foi morar com Guarín e Gigi ganhou outro ‘filho’.

“James era tímido quando chegou, mas depois se soltou e vi que era um ótimo menino. Quando saiu da casa do Guarín, tive que me dividir. Eu trabalhava de manhã para um e à tarde para outro. Tudo para agradar meus meninos”, conta.

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Esbanjando simpatia, dona Gigi admite que ficará com o coração dividido no duelo de amanhã, entre Brasil e Colômbia, por vaga na semifinal: “Não vou renegar minha pátria, mas não vou torcer contra meus queridos patrões. São dois times muito bons e quero que vença o melhor.”

Gigi hoje trabalha em Milão para Guarín, que joga na Inter, mas morou até ano passado com James, em Mônaco — a mulher do craque, Daniele, estava grávida da pequena Salomé. Como não se adaptou à vida no sul da França, Gigi preferiu seguir a para a Itália.

Na intimidade do camisa 10

Ao falar de James Rodríguez fora dos gramados, Gigi não poupa elogios e revela o que o artilheiro colombiano faz nas suas folgas.

“Dentro de casa ele é um pequeno grande homem. É um bom filho e um ótimo patrão. James é organizado, humilde e concentrado nos seus objetivos. Ele também adora jogar bola com os seus dois cachorros, Manolo e Dylan”, revela a carinhosa doméstica.

Quando o assunto é culinária, Gigi revela que James se delicia com uma típica receita mineira: “Certa vez fiz pão de queijo e ele gostou muito. Outro prato que adora é rocambole de carne com queijo e bacon.”

Querida por seus ‘hijos’, Gigi está no Brasil custeada por James e Guarín. Ela, inclusive, assistiu a estreia da Colômbia contra a Grécia, no Mineirão. E viu os dois gols do camisa 10 predileto, contra o Uruguai, nas oitavas de final, no Maracanã.

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