Por pedro.logato

Rio - O possível interesse do Fenerbahce não mudou os planos de Fred de encerrar a carreira no Fluminense. Com contrato até o fim de 2018, o capitão é peça-chave no processo de reestruturação iniciado pelo clube ao fim da parceria com a Unimed, em dezembro do ano passado. Recém-casado e com planos de aumentar a família ao lado da mulher, Paula, Fred não apenas garantiu que continua nas Laranjeiras, como traça o perfil da equipe para 2016.

Fred afirmou que deve permanecer no FluminenseNelson Perez / Fluminense F.C. / Divulgação

“Estou enraizado no Fluminense, estruturado, assim como a minha família. Isso pesa muito. Meu vínculo se fortalece a cada ano. Se não saí no ano passado, acho praticamente impossível que isso ocorra agora. Pensando em 2016, acho que precisamos de reforços pontuais, mais calejados para não sofrermos tanto nos momentos decisivos”, disse Fred à ‘Rádio Globo’.

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Ao lado de Diego Cavalieri e Gum, ele assumiu o desafio de comandar uma equipe em transição. A saída de medalhões como Carlinhos, Conca, Wagner e Rafael Sobis teve reflexo na folha de pagamento e no comportamento do Tricolor. A falta de maturidade de promissoras joias de Xerém, casos de Marlon, Gerson e Gustavo Scarpa, e a baixa produtividade de reforços como Antônio Carlos, João Felipe, Vinícius e Lucas Gomes contribuíram para a oscilação da equipe.

Três treinadores não resistiram à falta de equilíbrio: Cristóvão Borges, Ricardo Drubscky e Enderson Moreira. Contratado no auge da crise, Eduardo Baptista levou o Tricolor às semifinais da Copa do Brasil. No Brasileiro, prevaleceu a falta de constância. Entre atuações elogiadas e pífias, ficou evidente a ‘Freddependência.’

“Eles confiam em mim, mas venceram o Vasco na minha ausência. A questão da referência pesa. Não apenas de centroavante, mas da personalidade. Quando a equipe está bem, os jovens fazem coisas absurdas. Quando estamos mal, os mais experientes têm que assumir a responsabilidade, cobrar”, disse Fred.

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