Seguro espera crescer mesmo com incerteza da economia

Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS), pesquiado pela Fenacor, caiu 12,3 pontos percentuais no 1º tri

Por O Dia

A confiança do mercado segurador brasileiro na economia brasileira é a mais baixa desde a criação, em 2012, do Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS). De acordo com os dados da pesquisa relativos ao mês de março, o índice seguiu a trajetória de queda, ficando 12,3 pontos percentuais abaixo dos 81,1% apurados em janeiro, conforme dados dos últimos cinco meses.

O índice é calculado a partir de pesquisa realizada pela Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros).

O levantamento traz os resultados relativos a três segmentos do mercado de seguros: seguradoras, resseguradoras e corretoras. O índice tem pontuação de zero a 200, sendo 100 o ponto de equilíbrio, de perspectiva estável. Pontuações abaixo e acima de 100 registram respectivamente o nível de pessimismo e otimismo do setor. “A pesquisa tem como objetivo medir as expectativas do mercado nos próximos seis meses", explica o coordenador técnico da pesquisa, Francisco Galiza.

Segundo a pesquisa, a maioria dos seguradores (82%), corretores (77%) e resseguradores (75%) acreditam que o cenário econômico ficará “pior” ou “muito pior” até o final deste ano.
Para o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, a expectativa preocupa já que o setor é um importante investidor institucional, com função estratégica para a economia. “Essa dinâmica faz girar um montante de 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Se o setor de seguros e suas demais atividades têm queda, isso pode refletir agora e no futuro em empregos, investimentos e até mesmo na segurança de diversas ações da população e empresas”.

O pessimismo do setor, entretanto, não se reproduz nas previsões em relação ao faturamento. A pesquisa indica que 58% dos seguradores, 55% dos corretores e 56% dos resseguradores esperam um faturamento igual ou maior para o mercado, apesar do quadro instável na economia. Já em relação à rentabilidade, 54% dos seguradores, 45% dos corretores e 44% dos resseguradores apostam em um resultado igual ou melhor em 2015.

Segundo Francisco Galiza, o descolamento entre o cenário negativo em relação à economia e ao desempenho do setor, mostra a incerteza do mercado em relação ao desempenho da economia brasileira em 2015. “Não apenas no setor de seguros, mas na economia como um todo, é grande a incerteza. A torcida é que, pelo menos, haja uma estabilidade para que o índice comece a se recuperar no segundo semestre”.

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