Filho de Tony Blair se une a agentes que buscam talento mexicano no futebol

Nicky Blair e seu sócio nos negócios Gabriel Moraes administram a Magnitude Sports, com sede em Londres e escritórios na Cidade do México e no Rio de Janeiro

Por O Dia

O segundo filho do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair está entre os estrangeiros que se movimentam para representar jogadores de futebol mexicanos naquele que alguns veem como um mercado inexplorado.

O México enfrenta o Brasil em seu segundo jogo na fase de grupos da Copa do Mundo, hoje, em Fortaleza. Nicky Blair, 28, e seu sócio nos negócios Gabriel Moraes, 27, administram a Magnitude Sports, com sede em Londres, que, segundo seu site, tem escritórios na Cidade do México e no Rio de Janeiro.

Jogadores mexicanos como Oribe Peralta e Raúl Jiménez, que atuam pelo Club América, na capital, estão atraindo um maior interesse desde que a seleção sub-23 do país superou a do Brasil e conquistou o título dos Jogos Olímpicos 2012, segundo Matías Bunge, agente que representa o meio-campista Diego Reyes, do México.

“Os jogadores de futebol mexicanos vêm sendo subavaliados há muito tempo, mas este mercado agora está ficando interessante”, disse Bunge, por telefone, de Madri, sua base de operação. “Há cada vez mais agentes trabalhando aqui”.

Segundo o site da Fifa, 13 agentes trabalham no México, contra 220 no Brasil. O interesse dos agentes do exterior, que não estão incluídos nos dados da Fifa, está crescendo desde o título do México nas Olimpíadas, disse Bunge. Há um ano, a equipe sub-17 do país conquistou o título mundial pela segunda vez.

A Magnitude, de Blair, intermediou a negociação do meia Héctor Herrera do Pachuca para o Porto, de Portugal, no ano passado, disse o jogador. Um documento do Porto, que listou a “Magnitude Partnership” como intermediária, disse que o clube pagou uma taxa de 300.000 euros (US$ 407.000) ao agente na transação de 8 milhões de euros. Nicky Blair não respondeu imediatamente a um e-mail com um pedido de comentário para esta reportagem.

Movimento de Zahavi

Em uma entrevista, Herrera disse que escolheu Blair como representante depois que o inglês veio conhecê-lo em Pachuca, a 80 quilômetros da Cidade do México.

“Ele era uma pessoa séria, apesar de inexperiente e de estar apenas começando, como eu”, disse Herrera, 24. “Tem funcionado bem”.

Entre outros estrangeiros que começaram a operar no México recentemente está Pini Zahavi, um israelense que compra direitos de transferência de jogadores brasileiros, argentinos e colombianos em nome de investidores há mais de uma década. Em visita ao México, no ano passado, Zahavi disse ao ESPN.com que estava observando jogadores.

O certo é que é difícil para alguns clubes europeus bancarem a contratação de jogadores mexicanos porque eles podem ganhar um salário de US$ 2 milhões jogando por equipes da liga principal mexicana, segundo Luis Enrique García, que trabalha para a emissora mexicana de televisão TV Azteca.

Equipes de Slim

Várias das grandes equipes mexicanas têm apoio de investidores ricos. O bilionário Carlos Slim, dono da América Móvil SAB, adquiriu uma participação de 30 por cento no Pachuca e no Club León em 2012 como parte de um plano para adquirir conteúdo esportivo. Emilio Azcárraga, que controla a maior emissora de televisão do México, a Televisa SA, é dono do Club América.

Quinze dos 23 homens da seleção do México na Copa do Mundo atuam em seu país. Contudo, o Pachuca, de Slim, negociou Herrera com o Porto no ano passado e o atacante Jiménez, do América, vem sendo ligado a uma mudança para um time da Premier League inglesa, segundo García. Herrera disse que todos os seus colegas de equipe querem jogar na Europa e que a Copa do Mundo é uma “vitrine” para eles.

“Alguns jogadores podem estar melhor no México, mas os jovens podem ganhar muito dinheiro a longo prazo se se mudarem para a Europa”, disse Bunge.

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