High Country, nova topo de linha da S10 é avaliada como projeto

O motor 2.8 turbodiesel de 200 cv, casado com transmissão automática de seis marchas confere boa força para a grandona

Por O Dia

Rio - Aqui no Automania testamos os veículos de acordo com suas aptidões naturais. Portanto ignoramos o traje de gala da S10 High Country, versão requintada da picape média da Chevrolet, e partimos para o trabalho pesado.

LONGE DA CIDADE

Foi fora do asfalto urbano onde testamos os predicados da picape. A primeira percepção no piso irregular de terra foi a de conforto, a cabine está bem mais parecida com a de um automóvel do que com um caminhão. A S10 High Country, por ser a versão topo, conta com todo tipo de recurso que a família dispõe, como evolução no isolamento acústico e retrabalho no sistema de suspensão. Assim, dá para se divertir em meio aos buracos com certa harmonia.

Com preço%2C potência e espaço de sobra%2C a S10 High Country homenageia as regiões montanhosas dos EUADivulgação

O conjunto mecânico também é um ponto forte. O motor 2.8 turbodiesel de 200 cv, casado com transmissão automática de seis marchas confere boa força para a grandona. Sem carga, surpreende na arrancada e ainda evolui dentro de um escalonamento equilibrado. A direção ajustada não cria dificuldades nem na hora de estacionar. Em geral, a S10 High Country pouco assusta quem for experimentá-la deixando um carro menor. Pelo contrário, é até um barato ver o trânsito com seu perfil mais elevado.

Modelo mostra conforto e versatilidade no uso severo

Quase 500 quilos de portas e janelas antigas não mudaram o comportamento da dupla. Ao contrário. Mais ‘sentada’ no chão, a picape apresentou melhor conforto com menos sacolejos e se deslocava sem problemas pelas vicinais usadas na avaliação. Foram 200 quilômetros em estradas sem pavimento em várias condições de conservação.

A lama, esta sempre está lá, prontinha para agarrar algum de tração dianteira.

Rodas%2C pads e adereços cromados na novidade da Chevrolet%2C que tem ainda um grande santantônio na cor da carroceria%2C que também é nova no veículo testadoDivulgação

Na Chevrolet, a sobra de potência do motor acoplado ao câmbio automático de seis marchas, com tração e reduzida, deu conta do recado de sobra.

A capacidade de carga dela é de 1.343 quilos e a carga ficou abaixo disso. Depois da calibragem regulamentar dos pneus para a condição, partimos pro Sertão. O consumo de diesel não é baixo: média de 8,6 km/litro. Descidas e subidas na em baixa aderência foram cumpridas com o controle de tração desligado. Há condições em que o recurso atrapalha mais do que ajuda. Fiquei com a força do motor e o braço.

E foi bom. A aderência preservada no piso, com ela cheia, não se reproduziu com a S10 vazia, quando desgarrava um pouco de saudades da carga amiga.

O modelo mostra que é pesado e parrudo e sobrevive com seu chassizão graças ao bom volume de vendas. Perfeita para os cowboys da terra e do asfalto, custa R$ 164 mil.

Últimas de _legado_Automania