Lula faz de convenção em São Paulo ato de apoio a Dilma

Ex-presidente foi estrela no encontro que confirmou candidatura de Alexandre Padilha

Por O Dia

São Paulo - O PT usou a Convenção no domingo que confirmou a candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo como ato de desagravado à presidenta Dilma Rousseff, vítima de vaias e xingamentos na quinta-feira, no jogo de abertura da Copa, entre Brasil e Croácia. E coube a seu principal líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicar o tom que deve ser usado pelos petistas na campanha eleitoral. “Se em 2002 fizemos uma campanha da esperança contra o medo, agora é da esperança contra o ódio”, disse ele.

Lula voltou a citar o episódio dos palavrões contra Dilma para afirmar que os ataques partiram da elite, que, segundo ele, não se conforma com os investimentos dos governos do PT em benefício dos mais pobres. “Aquelas pessoas tinham cara de tudo, menos cara de trabalhadores desse país”.

Lula usou a convenção para indicar Padilha (E) ao governo paulista para dizer que os que xingaram Dilma Rousseff não são trabalhadores Divulgação

Pelo menos três mil pessoas participaram, no ginásio da Portuguesa, da convenção que confirmou que o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha será o candidato do PT ao governo de São Paulo. A grande ausente foi a presidenta Dilma Rousseff, que ficou em Brasília onde se encontrou à noite com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Mas Dilma participou da convenção num vídeo em que defende o decreto que regula e estimula a criação de conselhos populares como órgão consultivos do governos e, em tom de campanha, ataca a oposição. “A democracia que eles defendem não tem povo. Nós governamos pelo povo e para o povo. Eis a verdade que temos que levar para as ruas” disse.

Padilha, que subiu ao palco ao lado de Lula, lembrou sua atuação como médico em áreas carentes e criticou as políticas públicas do PSDB, principalmente na Educação. “Os tucanos transformaram a progressão continuada numa aprovação automática. São 20 anos de desserviço”, criticou.

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