Confirmada condenação de ex-governador do DF

José Roberto Arruda foi punido por comandar o Mensalão do DEM em Brasília

Por bferreira

Brasília - A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDF) confirmou ontem a condenação do ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda pelo desvio de recursos em 2009 que ficou conhecido como Mensalão do DEM. Apesar da decisão, Arruda, que hoje é filiado ao PR, será candidato ao governo do Distrito Federal pela coligação União e Força.

José Roberto ArrudaReprodução Internet

A manutenção da candidatura será possível porque, apesar de a Lei da Ficha Limpa vetar condenados na segunda instância da Justiça, a Lei das Eleições estabelece que as condições de inelegibilidade são as da hora do registro. E o de Arruda foi feito na semana passada. Além disso, a suspensão dos direitos políticos só vale após o fim do processo.

Em nota, o Ministério Público informou que vai examinar a decisão do Tribunal para avaliar suas consequências para a eleição deste ano. E a assessoria de Arruda adiantou que vai recorrer da decisão e que ele não torna o ex-governador inelegível.Também em nota, o diretório do PR no Distrito Federal reafirmou “apoio absoluto e inabalável” a Arruda.

José Roberto Arruda foi denunciado por improbidade administrativa pelo Ministério Público com base em denúncia do ex-secretário de Assuntos Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa. Ele contou ter recebido em 2002 autorização do então governador Joaquim Roriz, em 2002 para arrecadar recursos ilegais para a campanha de José Roberto Arruda à Câmara dos Deputados.

Durval disse que passou, então, a recolher propinas e entregar o dinheiro a Arruda e a outras pessoas indicados por ele. Segundo o ex-secretário, o “esquema criminoso” continuou quando Arruda, eleito em 2006, assumiu o cargo de governador.

Durval entregou ao Ministério Público vídeos e gravações em que funcionários do Distrito Federal e empresários recebiam dinheiro de origem ilícita. Na mesma ação, foi condenada a ex-deputada distrital Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz.

A defesa do ex-governador negou as acusações e alegou que o nome de Arruda não foi citado nas gravações. Por causa da acusação, o mandato de Arruda foi cassado pela Justiça em 16 de março 2010. O vice-governador, Paulo Otávio, renunciou.

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