Por tiago.frederico
São Paulo - As centrais sindicais de São Paulo encerraram, às 12h30 desta quarta-feira, manifestação contra as medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que alteram regras para benefícios sociais como pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego. Os manifestantes saíram em caminhada às 11h15, em direção à sede da Petrobras, na Avenida Paulista.
O ato foi também em repúdio à corrupção. "O governo tem de continuar tomando medidas para que a Petrobras continue sendo do nosso povo e seja indutora do emprego”, disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.
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Além da Central Sindical, participaram do protesto representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central e de movimentos sociais.
De acordo com Juruna, na próxima terça-feira, haverá nova reunião com o governo federal. As centrais querem a revogação das MPs, pedido já foi negado pelo governo. Segundo o sindicalista, ocorreram mobilizações também em Curitiba, Florianópolis, Belém, Salvador, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e no Rio de Janeiro.
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João Carlos Gonçalves destacou que as medidas provisórias prejudicam trabalhadores mais fragilizados. “Não basta diminuir o seguro-desemprego ou cortar o abono, porque essas medidas acabam prejudicando àqueles que conseguem empregos de pequena duração e jovens com empregos de muita rotatividade no país”, declarou.
O balanço da Polícia Militar, divulgado às 10h30, indicou que mil pessoas participavam do ato. Para os representantes das centrais sindicais, cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes.