Presas espancam mãe que colocou veneno de rato na mamadeira da filha

A mulher, que confessou ter envenenado o bebê de um ano e oito meses para chamar a atenção do parceiro, também teve o cabelo o cabelo cortado

Por O Dia

Bahia - Daniela Albertino Santos, de 19 anos, acusada de tentar matar a filha de um ano e oito meses com veneno de rato foi espancada, na última terça-feira, por outras internas do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, no Sul da Bahia, onde está custeada, segundo a Rede Bahia.

Daniela confessou que queria matar a criança e tirar a própria vida para sensibilizar o ex-companheiro, pai da criançaReprodução / TV Bahia

Os agentes perceberam que Daniela estava sendo agredida pelas outras presas e tiraram a mulher da cela. Ela foi conduzida para o hospital de Teixeira de Freitas e logo em seguida, submetida a um exame de corpo de delito.

Segundo o diretor da unidade prisional, Osíris Moreira Cardoso, a presa foi espancada e teve o cabelo cortado pelas outras detentas, mas não sofreu nenhuma lesão grave. Ainda segundo ele, um processo foi instaurado para responsabilizar as autoras da agressão.

Entenda o caso

Daniela foi presa na manhã do último domingo após envenenar a filha de um ano e oito meses de idade no Bairro Juca Rosa, em Eunápolis, Bahia. Ela contou que colocou o raticida na mamadeira da criança e depois se arrependeu quando viu a filha se contorcer com dores no abdômen. Ela chamou um táxi e levou a criança para o hospital, onde foi presa em flagrante.

A mulher confessou o crime e justificou que o rompimento do relacionamento com o pai da criança, um dia antes, foi o que a motivou. Ela explicou ainda que a intenção era matar a filha e depois tirar a própria vida para chamar a atenção do ex-companheiro.

A criança teve alta na última quarta-feira. Ela estava internada no Hospital Regional de Eunápolis, desde domingo, quando deu entrada na unidade. De acordo com a conselheira Tutelar da unidade, o Centro de Recuperação Nutricional S.O.S acolheu provisoriamente a menina. Ainda segundo ela, a Vara da Infância e Juventude vai decidir com qual familiar o bebê vai ficar.


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