Rio ocupa quarta posição no ranking de PMs por habitante

Pesquisa do IBGE aponta o Maranhão com o menor contingente de policiais em relação ao povo

Por O Dia

Rio - Apesar da sensação de falta de policiamento nas ruas do Rio de Janeiro, o estado está hoje acima da média nacional na relação policial militar por habitante. Enquanto a proporção nacional é de um agente para cada 473 pessoas, no Rio é de um PM para cada 355 habitantes. Os dados são do Perfil de Informações Básicas Estaduais e Municipais- 2014 divulgado pelo IBGE.

Estudo do IBGE aponta que Brasil tem um policial militar para cada 473 habitantesTânia Rêgo / Agencia Brasil

A pesquisa aponta que o Maranhão é o estado que apresenta a pior taxa do país de policiais militares por habitantes: um PM para cada 881 moradores. Já o Distrito Federal tem o maior indicador entre as unidades da federação: um PM para cada grupo de 194 pessoas.

O baixo número de policiais no Maranhão pode ser justificado pela falta de concursos públicos na corporação entre 1994 e 2001. Desde então, três exames foram realizados pela Secretaria de Segurança, mas ainda há um déficit de policiais em relação à média nacional.

Apesar de não existir uma norma padrão que defina o ideal para a taxa de policiais por habitantes, o aumento do efetivo foi uma das medidas adotadas, por exemplo, pela polícia da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, para diminuir os índices de criminalidade no início da década de 1990. Atualmente, em Nova York há um agente para cada grupo de 250 pessoas.

NEONATAL

A pesquisa revelou também que a oferta de leitos ou berços de UTI neonatal em estabelecimentos públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) está disponível em somente 6,6% das cidades brasileiras.

Pela pesquisa, a concentração destes berços de UTI neonatal acontece no Sudeste, onde 9,3% das cidades têm acesso a este tipo de recurso. Em sentido contrário, o Nordeste apresenta a pior concentração, com somente 3,7% de seus municípios possuindo leitos ou berços de UTI neonatal.

O estudo mostrou ainda que em 52,9% das cidades brasileiras pacientes da atenção básica têm de fazer exames em outros municípios, por falta de infraestrutura das unidades dos lugares onde moram. Nos municípios de até 100 mil habitantes, onde os serviços de saúde são mais simples, a prática é mais comum.

EDUCAÇÃO

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que, em 2014, 12 estados afirmaram não possuir Plano Estadual de Educação. Além disso, entre os 14 que declararam ter, três tinham os documentos anteriores a 2004, o que os tornam fora da validade para a década de referência, que perdurou até 2014. A falta destes registros em âmbito estadual impacta nas formulações municipais.

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