Irmãos são condenados por estuprar e matar jovem em Porto Alegre

Franciele Ferreira Crapanzani foi seguidamente estuprada por quatro homens em cativeiro e morta por conhecer agressores

Por O Dia

Porto Alegre - Dois irmãos foram condenados a 32 anos de prisão por estuprarem e executarem uma jovem recepcionista na cidade de Porto Alegre, em 2009. A sentença foi proferida pela juíza Tânia da Rosa, da 1ª Vara do Júri do Foro Central, nesta sexta-feira.

Franciele Ferreira Crapanzani foi sequestrada pelos irmãos José Edil da Silva Bilhalva e Cléber da Silva Bilhalva no momento em que ia para a autoescola, localizada perto de sua casa, em 8 de agosto daquele ano. A ação foi feita a mando de Leandro Noal da Rosa, o "Carioca", que não se conformava com o fato de a recepcionista de 18 anos, casada, "se fazer de difícil".

Réus (à esquerda) escutam a sentença na capital gaúcha%3A pena de 32 anos de prisão para cadaDivulgação / TJRS

Já em cativeiro, localizado em uma das casas de "Carioca", Franciele foi seguidamente estuprada pelo mandante do sequestro, pelos dois irmãos e por um adolescente. Como ela conhecia os criminosos, foi morta com um tiro na nuca – o corpo foi encontrado em um matagal três dias após o rapto. Os irmãos Bilhalva foram presos preventivamente em abril de 2011, após serem denunciados pela Justiça.

"Finalmente, o pesadelo chegou ao fim, a justiça foi feita", postou uma parente da jovem em sua página no Facebook. "Obrigada a todos pela força que nos deram esses anos todos. Estamos em paz e ela também, temos certeza."

Condenados

O homem conhecido como "Carioca" foi morto por traficantes do bairro de Nonoai, onde o corpo acabou foi encontrado, pelo fato de o crime ter atraído a atenção da polícia para a região, interferindo em seu comércio.

Os irmãos condenados negam envolvimento no crime. José alega ter sido associado a ele por ter trabalhado na construção de um muro na casa de "Carioca", o que levou a investigação a ligá-lo aos acontecimentos. Ele rechaça que conhecia a vítima. 

Já Cléber afirmou que conhecia Franciele do colégio, mas garantiu que, na ocasião do crime, estava na casa de sua mãe se recuperando de uma passagem por uma clínica de reabilitação para deixar o vício em crack. 

Fonte: IG