Sobe para 11 número de corpos encontrados após rompimento de barragens

Há 15 pessoas desaparecidas, sendo nove funcionários da mineradora Samarco e seis moradores. Buscas continuam

Por O Dia

Minas Gerais - O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que quatro corpos – encontrados em áreas afetadas pelo rompimento das barragens Fundão e Santarém, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central de Minas Gerais – estão no Instituto Médico-Legal da capital mineira para serem identificados.Sete vítimas foram identificadas. Com isso, sobe para 11 o número de corpos encontrados em razão do rompimento das barragens, ocorrido em 5 de novembro último.

Rompimento da barragem em Mariana levou toneladas de lama para rios de Minas e do Espírito Santo%2C destruindo a fauna e flora da regiãoEFE

Há 15 pessoas desaparecidas, sendo nove funcionários da mineradora Samarco e seis moradores. Segundo a corporação, as buscas continuam.

No total, 185 famílias perderam as casas ou tiveram o imóvel afetado pelo rompimento das barragens. As famílias foram levadas para hotéis e pousadas da região. Máquinas continuam auxiliando na retirada de entulhos e detritos.

Após duas barragens de rejeitos de mineração se romperem em Mariana (MG), o prefeito Duarte Júnior disse que defender o fim da mineração no município é “fechar as portas” da cidade. “Dizer que não pode mais haver mineração é afirmar que serviços básicos terão de ser parados e que 4 mil pessoas vão perder seus empregos”, comentou Duarte Júnior em entrevista à Agência Brasil.

“A mineração representa 80% da nossa arrecadação. A gente tem a preocupação, para não haver um colapso total da cidade. Tenho que ser realista e dizer que a nossa cidade não trabalhou na diversificação econômica”, acrescentou.

No último dia 5, duas barragens da mineradora Samarco - empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton - se romperam, formando uma onda de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e chegou a outras regiões de Minas Gerais e do Espírito Santo. A lama foi parar no Rio Doce, impedindo a captação de água e prejudicando o ecossistema da região.

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