Digital: Tecnologia boa nem sempre é a mais nova

A indústria fonográfica, que há anos começou a curtir um declínio nunca experimentado, está agora esperançosa com a redescoberta dos discos em vinil, muito mais difíceis de seres pirateados

Por O Dia

Rio - O governo russo acaba de investir o equivalente a R$ 30 mil numa solução revolucionária contra o vazamento de informações sigilosas. Comprou 20 máquinas de escrever elétricas, de fabricação alemã. Ficarão sob tutela da agência responsável pela segurança de autoridades — incluindo o Putin, que já está recebendo documentos datilografados.

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Num mundo que se encaminha para a virtualização quase irrestrita, essa medida do governo russo parece um retrocesso. Mas é só uma velha constatação: tecnologia boa não é necessariamente a mais recente, mas aquela que você usa sem maiores preocupações.
De qualquer maneira, bem parece que estamos voltando ao passado. A indústria fonográfica, que há anos começou a curtir um declínio nunca experimentado, está agora esperançosa com a redescoberta dos discos em vinil, muito mais difíceis de seres pirateados.

Por sinal, já está marcado para o próximo 7 de setembro um tal de Cassette Store Day, que vai reunir fãs das fitinhas em Nova York, Londres e Tóquio. É outro mercado que está querendo renascer.

Nesses casos, é a economia — e não uma suposta preocupação com segurança nacional — o que provoca a vontade de fabricantes e gravadoras investirem no mundo retrô. A pirataria, afinal, é muito mais fácil quando se trata de copiar CDs. Você pode ter uma duplicadora de CDs/DVDs em casa, mas não será fácil montar estrutura para piratear LPs ou cassetes.

No caso de copiar os filmes à moda antiga, nem pensar. Compartilhar isso tudo via internet pode ser uma alternativa, mas você estará correndo riscos com a lei. Você que sabe.

E o mundo conectado é assim: uma conversa puxa outra. Acabo de ver por aqui que o iPhone é um sucesso mais absurdo do que achava o mais otimista dos applemaníacos. Diz o site Statista.com que a receita da Apple com o smartphone, somente no primeiro trimestre deste ano foi de US$ 22,96 bilhões, ou seja, maior que toda a renda da Microsoft (US$ 20,49 bilhões) ou da Coca-Cola (US$ 11,04 bilhões) no mesmo período. Impressionante.

Com Pablo Vallejos

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