Digital: Os tablets vão invadir a nossa praia

Tablets e smartphones estão vendendo como água e os desktops só não vão ficando nas prateleiras porque a indústria, claro, trabalha no limite das encomendas

Por O Dia

Rio - No último fim de semana, grandes fabricantes apresentaram computadores que vão encher os olhos na mesma proporção em que podem esvaziar a poupança dos mais distraídos. Coisas muito boas, bem bonitas e razoavelmente caras, com assinatura de Acer, Asus, CCE, Dell, HP etc. Valem quanto pesam. Todas rodando sob um chip Intel.

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Pelo jeito, vamos tropeçar em tablets em 2014, basicamente porque o gigante acordou. Antes tarde do que nunca, a Intel se tocou de que não daria mais para ignorar que o povo quer dispositivos móveis, por mais que os usem apenas no conforto do lar. Como já vimos por aqui, tablets e smartphones estão vendendo como água, e os desktops só não vão ficando nas prateleiras porque a indústria, claro, trabalha no limite das encomendas. Sem desperdício.

Verdade que a Intel não vê bem assim. Diz que os desktops sempre terão seu lugar, até porque 55% dos consumidores brasileiros que querem seu primeiro PC vão comprar desktops, que servem para toda a família.

Mas os tablets vêm que vêm. Como o mercado AA já está bem saturado — praticamente dividido entre os iPads e os Samsungs — o alvo agora é o consumidor menos afortunado e não menos exigentes. Daí que chamam a atenção os R$ 499 cobrados pelo CCE Motion.Tab, com tela de 7 polegadas, Bluetooth, Wi-Fi e, melhor de tudo, um Android 4.0. Sem conexão 3G, quebra o galho de quem não precisa de muito desempenho, que é o caso da criançada.

Claro que o pessoal ainda estranha quando se fala em CCE, de lembranças tristes para muitos consumidores. Mas é bom ver que a empresa foi comprada pela Lenovo por R$ 300 milhões, ano passado, e os chineses não arriscariam seu nome à toa. Aliás, a Lenovo informa que assumiu a liderança no mercado brasileiro de PCs. Por essas e por outras, aposto que a CCE, pela sua presença em todo o país, é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito.

Outro bom sinal é a chegada das máquinas 2 x 1, que são os notebooks que viram tablets quando você retira o seu teclado. Aliás, pelo menos três anos que a HP já trabalha com tablets conectados a impressoras. Estes 2 x 1 apresentados agora ainda me parecem meio pesados, mas são uma das apostas para determinados nichos, como setor de vendas ou estudantis.

Por falar nisso, a Intel continua investindo no filão educacional. Suas experiências no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, no nível básico, bem que poderiam ser copiadas Brasil adentro. E os incentivos a universidades e inovação continuam. Tudo a ver. O trabalho de formação tem que ser conjunto, e não apenas uma iniciativa de governo. Até porque, se for depender disso, já era.

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A Campus Party Brasil confirmou a presença do mestre Bruce Dickinson, do Iron Maiden, na versão 2014 do evento. O maluco vai falar sobre empreendedorismo e projetos como sua escola de formação de pilotos (Real World Aviation) e a Cardiff Aviation. Pena que vai ser difícil encontrar lugar: os oito mil ingressos já foram distribuídos.

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