Banco Central decide nesta quarta se baixa ou mantém a taxa básica de juros

A expectativa do mercado é de que os juros subam, encarecendo o crédito no país

Por O Dia

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) decide hoje a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. A expectativa do mercado é de que os juros subam, encarecendo o crédito no país.

As instituições financeiras ouvidas para o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central, apostam em uma alta de 0,5 ponto percentual, aumentando a taxa para 14,75% ao ano. O colegiado é comandado pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

Para o fim de 2016, a estimativa mediana (que desconsidera os extremos nas projeções) para a Selic é 15,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é que a taxa básica seja reduzida, encerrando o período em 12,88% ao ano.

Mas a previsão de alta da Selic foi revista ontem por analistas após o presidente do BC avaliar como “significativas” as revisões do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia brasileira. De acordo com o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve sofrer uma queda de 3,5% este ano e ficar estagnado no ano de 2017.

Após o comunicado do BC, a empresa Rosemberg Consultores revisou suas projeções para a reunião de hoje do Copom, dizendo que a alta de juros tinha “subido no telhado”.

De outubro de 2014, quando estava em 11% ao ano, a julho de 2015, a taxa Selic aumentou 3,25 pontos percentuais, resultado de sete altas seguidas. Na reunião de setembro do ano passado, o Copom decidiu suspender o aperto monetário, mantendo o patamar dos juros básicos pela primeira vez em meses.

Ontem, manifestantes de centrais sindicais fizeram um ato em frente à sede do Banco Central em São Paulo, na Av. Paulista, para pressionar o Copom a não elevar a taxa básica de juros. “O aumento dos juros significa mais desemprego, menos produção e menos consumo”, declarou o secretário-geral da força sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

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