Presidente egípcio afirma que não vai interferir em prisão de jornalistas

Sentença dada a três profissionais da Al Jazeera nesta segunda causou indignação internacional

Por O Dia

Egito - O recém-eleito presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, disse nesta terça-feira que não interferirá em decisões judiciais, após indignação internacional sobre uma longa sentença de prisão dada a três jornalistas da TV árabe Al Jazeera um dia antes.

“Não vamos interferir em decisões judiciais”, disse Sisi em uma discurso televisionado durante uma cerimônia militar no Cairo. “Devemos respeitar as decisões judiciais, e não criticá-las, mesmo se os outros não compreendem isso.”

Os jornalistas —um australiano, um egípcio-canadense e um egípcio— foram condenados a sete anos de prisão na segunda-feira por ajudarem uma “organização terrorista”, em referência à proibida organização Irmandade Muçulmana.

Jornalistas da Al-Jazeera Peter Greste, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed durante julgamento no CairoReuters

As sentenças foram amplamente criticadas por grupos de direitos humanos e governos ocidentais, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, as considerou “draconianas”, ao passo que a Organização das Nações Unidas alertou para “o risco de que a má execução da Justiça esteja se tornando a norma no Egito”.

O Ministério de Relações Exteriores do Egito disse em um comunicado nesta segunda-feira que “rejeita qualquer comentário estrangeiro que levante dúvidas sobre a independência do Judiciário Europeu e a justiça dos veredictos”.

Sisi foi eleito no mês passado, menos de um ano depois de derrubar do poder o presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade, após amplos protestos contra seu governo.

A Irmandade, que alega ser uma organização pacífica, foi banida e declarada um grupo terrorista após Mursi ter sido derrubado do poder.

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