Estado Islâmico cresce e ameaça outros países

Segundo EUA, grupo teve adesão de mais de 20 mil jovens, sendo 3.400 ocidentais

Por O Dia

EUA - Levantamento feito pelo Serviço de Inteligência dos Estados Unidos indica que, apesar dos ataques da coalização internacional que reúne vários países, o Estado Islâmico está crescendo e ampliando o domínio sobre territórios na Síria, no Iraque e países vizinhos, como a Líbia. Segundo levantamento feito pelos americanos, o grupo radical muçulmano teve desde o ano passado a adesão de 20 mil jovens, incluindo 3.400 oriundos do Ocidente.

Os números preocupam os estrategistas americanos porque, seguno o levantamento, a adesão ao Estado Islâmico não tem precedentes e supera em muito às verificadas a outros grupos radicais, como o Talibã e a Al-Qaeda nas guerras do Afeganistão, do Paquistão e do Iraque. “As tendências são claras e preocupantes”, disse ontem Nicolas Rasmussen, diretor do Centro Nacional Antiterrorismo dos Estados Unidos, ao falar das ações do EI na Síria e no Iraque.

Ontem, uma milícia do Estado Islâmico tomou o controle da cidade iraquiana de al-Baghdadi. A cidade fica próxima a uma base naval onde 320 militares americanos treinam soldados do Iraque para combater o Estado Islâmico. A expectativa é que o próximo passo dos radicais será atacar os militares dos Estados Unidos.

Matéria ontem no site do jornal francês Le Monde revela que cresce a presença do Estado Islâmico também na Líbia. Assinado pelo jornalista Jean-Phillipe Rémy, o texto diz que o avanço dos radicais é beneficado pelo enfraquecimento do Exército nacional durante o movimento que derrubou o presidente Muamar Kadafi. Segundo ele, citando militares líbios, militantes do Estado Islâmico já controlam várias cidades da Líbia.

Obama quer ir ao ataque

Em pronunciamento na quarta-feira na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o Estado Islâmico está na defensiva e acabará derrotado. O discurso teve como objetivo levar os parlamentares americanos a aprovar o pedido de autorização para que forças americanas ataquem os radicais islâmicos.

Para Obama, a participação dos americanos é fundamental para derrotar o Estado Islâmico. Mas, para isso, precisa ter autorização do Congresso, onde os senadores e deputados do Partido Republicano são contrários a entrar em mais uma guerra num momento de crise econômica e corte de gastos. Hoje, o governo de Obama só está autorizado terinar militares e ceder armas.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência