BRT inicia testes com energia solar na estação Bosque da Barra

Além de reduzir gastos e dos benefícios ao meio ambiente, tecnologia pode agilizar restabelecimento da energia em casos de falta de luz no local

Por O Dia

Rio - Uma estação do BRT que fica aberta pelo menos 20 horas consome muita energia elétrica, cerca de 3.300 kWh mensalmente. Com uma iniciativa ecologicamente sustentável, o consórcio responsável pela operação dos corredores expressos do Rio começa a testar nesta quinta-feira um sistema de captação de energia solar no local. Estima-se que será possível obter uma redução de pelo menos 30% na energia paga à distribuidora.

Placas e equipamentos solares foram instalados na estação Bosque da Barra para verificar a viabilidade técnica e econômica de sua adoção em maior escala. Os equipamentos serão utilizados inicialmente para iluminação da estação, alimentação de catracas e portas automáticas. Mas o alto consumo de energia também se deve à operação das câmeras, máquinas de autoatendimento, porta de aço e sistemas da bilheteria.

De acordo com o consórcio, além de reduzir a conta e dos benefícios ao meio ambiente, a energia solar pode melhorar a segurança energética do BRT contra falhas no sistema elétrico tradicional. Os equipamentos também estão sendo testados quanto à sua rapidez para restabelecimento de energia na estação.

Estação Bosque da Barra inicia testes de captação de energia solarDivulgação

“Mais do que uma questão de custos, o uso da energia solar é entendido pelo BRT Rio como uma medida de sustentabilidade inerente ao seu modelo de serviço. Um ônibus convencional, por transportar mais pessoas em menos espaço, polui dez vezes menos que um automóvel e 16 vezes menos que uma moto, segundo estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos. Com o BRT, o ganho ambiental é triplicado, pois um ônibus articulado substitui três convencionais, não só por sua capacidade, mas pelas características do sistema BRT, como pista livre de congestionamentos e ajuste daoferta à demanda em tempo real”, explica o consórcio, em nota.

A opção pela tecnologia limpa tem tudo a ver com a localização da estação, a 400 metros do Bosque da Barra, uma das áreas verdes mais visitadas da Zona Oeste. O bosque é composto por vegetação de restinga e um local ideal para observação de aves, borboletas, capivaras, saguis e do bicho preguiça, além de jacarés-de-papo-amarelo que podem ser vistos em seus lagos. Suas alamedas são utilizadas para corridas e caminhadas e os gramados para piqueniques e outras atividades recreativas.

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