Editorial: Ajustes para não deixar a festa cair

O Rio, como sede dos grandes eventos, chamariz turístico do Brasil e destino de milhares de turistas o ano inteiro, sobretudo nesta época, precisa consertar as falhas

Por O Dia

Rio - Na terça-feira, este espaço exaltava o Réveillon do Rio, notadamente o de Copacabana, destacando o clima pacífico e conciliador. Passados dois dias e divulgado o balanço, a harmonia e o espetáculo de luzes ainda sobressaem, mas erros infelizmente destoam. Nada que comprometa a festa; no entanto, merece atenção das autoridades. O Rio, como sede dos grandes eventos, chamariz turístico do Brasil e destino de milhares de turistas o ano inteiro, sobretudo nesta época, precisa consertar as falhas. São desastrosas para a imagem da cidade e, se não sanadas, podem fugir ao controle.

A começar pela ação da polícia na briga do casal. Situação delicada, que desde o início envolvia riscos, e que poderia ter terminado muito pior. Mas 12 baleados é um saldo terrível. Difícil compreender como um PM deixa lhe tomarem uma arma. Também foge ao entendimento o que se passou em seguida, com o agressor ter tido liberdade para atirar a esmo. Atenua o fato de ninguém ter morrido mas, mais uma vez, é um dano profundo à reputação do Réveillon.

Igual prejuízo trazem o mar de furtos e o despreparo da Polícia Civil no atendimento às vítimas de assalto. É evidente que, em aglomerações, é quase impossível evitar roubos. Mas também pouco adianta concentrar duas dúzias de PMs, por exemplo, na saída do Túnel Novo, em Botafogo, quando a areia parece ter sido deixada desguarnecida. É uma difícil conta que precisa ser equacionada para o Réveillon que vem. O mesmo ajuste deve ser feito pelas delegacias da área. É no mínimo descortês largar documentos para que vítimas os procurem, tais quais cães famintos num punhado de comida atirado no chão.

Outro ponto vergonhoso é a imundície. Os apelos da prefeitura foram ignorados. Pediu-se para seguir o exemplo dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, mas o 1º de janeiro amanheceu quase com 400 toneladas de sujeira somente em Copacabana. É preciso muito Lixo Zero para educar os porcalhões.

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