Editorial: Momento de reequilibrar

Não restam mais dúvidas de que o policiamento ostensivo no Grande Rio precisa de ajustes

Por O Dia

Rio - Não restam mais dúvidas de que o policiamento ostensivo no Grande Rio precisa de ajustes. Já são dois os jovens mortos em tentativas de assalto em 2015: Tayenne Abreu, 22 anos, alvejada em Belford Roxo, após voltar do Réveillon de Copacabana; e Alex Bastos, 24 anos, executado anteontem ao sair do campus da UFRJ de Botafogo. Este morreu porque reagiu. Comportamento de risco, que no entanto não tira a responsabilidade da cúpula da segurança.

É certo que não se enxerga mais o equilíbrio conseguido a duras penas com a pacificação. Com a investida do Estado nas áreas conflagradas e a consequente expulsão das gangues armadas das favelas, o Rio viveu um período de relativa tranquilidade. Agora, com focos de resistência dentro das próprias UPPs e a bandidagem fazendo o que quer — como o absurdo roubo das dezenas de motos do pátio do Detro —, o crime recrudesceu. Estar morrendo gente em assalto não é acaso, é consequência.

De modo que o governo tem a obrigação de rever as estratégias e conter os facínoras que ceifam vidas por um punhado de trocados. A ‘UPP do Asfalto’, como O DIA mostra hoje, pode ser uma das táticas. Mas é preciso mais, pois os latrocínios de Tayenne e Alex acabaram com futuros promissores, destroçaram famílias, macularam a imagem da cidade e do país e instalaram o medo na população. E o carioca não merece voltar ao estado de paranoia dos tempos de crime descontrolado de anos atrás.

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