Aristóteles Drummond: Qualidades dos militares

Nos 21 anos do regime militar, muita coisa foi feita de positivo no desenvolvimento econômico e social

Por O Dia

Rio - No Brasil, os mais injustiçados são os militares. Assistimos a um martelar incessante em relação a eventuais — e mesmo que prováveis — excessos na luta contra militantes da chamada “luta armada”, que, como a denominação assume, se tratava de ações armadas, sequestros e assaltos a bancos. Houve até três guerrilhas: Vale da Ribeira, no sul de São Paulo; Serra do Caparaó, no Espírito Santo, e Araguaia, no Centro-Oeste. O que se conclui é que desse enfrentamento só podemos lamentar as feridas de ambos os lados. Melhor seria o Brasil ter sido poupado desses embates, menores na dimensão, mas que causaram perdas de vidas e ressentimentos.

No entanto, nos 21 anos do regime, dez dos quais sob ato de força, o AI-5, muita coisa foi feita de positivo no desenvolvimento econômico e social, com exemplos de austeridade e visão de futuro, como a construção, em parceria com o Paraguai, de Itaipu, do presidente Médici e da competência dos diplomatas comandados pelo impecável Gibson Barbosa. Assim como o acordo nuclear com a Alemanha, Tucuruí, Balbina, a Zona Franca de Manaus, os aeroportos do Rio, Manaus e de Guarulhos, a Estrada Cuiabá-Santarém — ainda dependendo de asfalto — e outras obras que nos deram a infraestrutura que temos.

Eliminando do debate, por naturais controvérsias, a questão da repressão e da subversão, podemos concluir que o Brasil viveu anos dourados e com um time de craques. Nomes que a sociedade reverencia e respeita. Para comprovar, basta citar alguns com alto nível de reconhecimento, como, na economia, Roberto Campos, Otávio Bulhões, Mário Henrique Simonsen, Ernane Galveas e o fantástico Delfim Netto, até hoje em atividade. Nas grandes obras, o campeão Mário Andreazza, mais Eliseu Resende, Cesar Cals e Costa Cavalcanti. Na Educação, dois dos melhores nomes, a professora Ester Figueiredo Ferraz e o general Ruben Ludwig. E, em outros ministérios, homens que compõem a galeria de brasileiros ilustres como Pedro Aleixo, Bilac Pinto, Aureliano Chaves, José Maria Alkmin, Magalhães Pinto, Juraci Magalhães, Eduardo Portela, Leitão de Abreu, Marco Maciel, Gonzaga Nascimento e Silva, Hélio Beltrão e tantos mais.
Uma observação a ser meditada pelos que acompanham a política no Brasil. Sem saudosismo e sem volta ao passado.

Aristóteles Drummond é jornalista

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