PM do Bope morto em operação é enterrado em Nova Friburgo

Gripp estava no Batalhão de Operações havia 11 anos. Morro da Covanca está sob ocupação por tempo indeterminado

Por O Dia

Rio - Foi enterrado na tarde deste sábado, no Cemitério São João Batista, em Nova Friburgo, Região Serrana, o corpo do subtenente do Batalhão de Operações Especiais, Marco Antônio Gripp, de 47 anos, que foi assassinado anteontem, pela manhã, durante troca de tiros no morro da Covanca, Zona Oeste do Rio, em uma operação do BOPE.

Marco Antônio, que usava a farda preta havia 11 anos, era considerado um dos policiais mais capacitados do Bope. Por conta desta ocorrência, podem ser apressados os planos para a ocupação do Complexos do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte. De acordo com informações da polícia, de lá partiu o bando de 60 criminosos que acampou na Covanca, em Jacarepaguá, aos pés do Maciço da Tijuca, e travou confronto que ainda deixou outros dois PMs da tropa feridos, também na manhã da última sexta-feira.

Imagem do Facebook do sargento Gripp%2C morto em confronto com bandidos nesta sexta-feiraReprodução Facebook


Segundo a Polícia Militar, o Comando de Operações Especiais (COE) – BOPE, BPChq, BAC e GAM – com o apoio do 18º BPM (Jacarepaguá), 9º BPM (Rocha Miranda) e 3º BPM (Méier) ocupam por tempo indeterminado a região.

As comunidades São José Operário, Jordão, Chacrinha, Bateau Mouche, Fubá, Lemos de Brito, além do Complexo do Lins também seguem com operações da PM.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, não houve prisões, nem apreensões desde a última sexta-feira.

O setor de Inteligência do Bope já vinha há algum tempo monitorando a ação dos criminosos da região da Covanca. Segundo os policiais, o grupo era liderado por Claudino dos Santos Coelho, o Russão, morto durante o confronto desta sexta.

Gripp foi baleado por volta de 6h30, na virilha, e morreu no local. Outros dois policiais feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Além de Russão, outro bandido, não identificado, morreu. Cinco criminosos foram presos e a polícia apreendeu armas, drogas e veículos.

Bom aluno e fã de motos

O subtenente Gripp se formou em primeiro lugar na turma que deu origem ao Curso de Ações Táticas (CAT), a porta de entrada do Bope, em 1997. Antes, serviu na então Companhia de Cães e no batalhão de Friburgo, terra natal. Virou ‘caveira’ dos núcleos operacionais, mas entre uma missão e outra, fundou o Motoclube Ossos Secos, para reunir outros apaixonados por motos.

No Bope, passou pelas funções de chefe de equipes, negociador de reféns e assessoria de comunicação do batalhão, onde adquiriu experiência para lidar com moradores de comunidades. Segundo colegas, levava tanto jeito para a mediação de conflitos que passou a ser querido pelos moradores e até garoto-propaganda das ações sociais do Bope. Gripp deixou cinco filhos. O enterro será neste sábado em Friburgo.

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