Lindbergh é barrado em palanque de novo em agenda com Dilma

Durante evento em Duque de Caxias, Sérgio Cabral é vaiado, e grupo grita o nome do senador do PT

Por O Dia

Rio - A quatro dias do início oficial da campanha eleitoral, a presidenta Dilma Rousseff manteve, pelo segundo dia consecutivo, o candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, longe de seu palanque. Dilma participou ontem de agenda pública com o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Mesmo ausente, Lindbergh foi lembrado pelos trabalhadores da obra do Arco Metropolitano, inaugurada pela presidenta e pelo governador. No momento em que foi descerrada a placa de inauguração da via, um grupo puxou um coro “É Lindbergh, é Lindbergh”. A reação foi imediata com um outro grupo gritando o nome de Pezão.

Já o ex-governador Sérgio Cabral foi vaiado por parte do público — composto por convidados e operários das quatro construtoras que trabalharam nas obras —, quando teve o nome anunciado pelo locutor.

Presidenta Dilma Rousseff%2C do PT%2C descerra placa do Arco Metropolitano ao lado de Pezão%2C do PMDBFernando Souza

Candidato ao Palácio Guanabara, Lindbergh foi eleito duas vezes prefeito de Nova Iguaçu, município beneficiado pelas obras da nova rodovia. Na véspera, Lindbergh não participara também das outras inaugurações promovidas pela presidenta no Rio. No estado, o PT está coligado com o PSB, do presidenciável Eduardo Campos.

Pezão, cujo o PMDB fechou aliança com o PSDB de Aécio Neves, aproveitou os três eventos — inaugurações de hospital em Saquarema, um conjunto habitacional no Estácio e Arco — para ressaltar a sua amizade com a presidenta e reafirmar que as obras são fruto da parceria entre os governos federal e estadual, iniciada ainda entre o ex-presidente Lula e Cabral.

Dilma retribuiu, destacando que no Rio existe “a boa parceria”. A presidenta e o governador ainda participaram de um jantar, na noite de segunda, no Guanabara.Depois de inaugurarem a obra do Arco Metropolitano, em Duque de Caxias, Dilma, Pezão, Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, foram à solenidade de comemoração pelos 500 mil barris/dia de produção no pré-sal, na sede da Petrobras.

Presidenta sai em defesa da Petrobras

O governo transformou a cerimônia pela comemoração dos 500 mil barris por dia do pré-sal, ontem na Petrobras, em um grande ato de desagravo à estatal, em mais uma indicação do papel central que a companhia deverá ter na campanha eleitoral deste ano. Com discursos inflamados, a presidenta Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, atacaram críticos e minimizaram as denúncias de corrupção na empresa: “Fatos isolados não abalarão a Petrobras”, afirmou Dilma.

A estatal tem sido um dos alvos preferidos da oposição neste período pré-eleitoral, acusada de ser vítima de aparelhamento político pelo governo do PT. O candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves, vem repetindo que pretende “reestatizar” a companhia, em alusão a uma suposta tomada de sua gestão por interesses partidários.

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