Suspeitos de envolvimento em desaparecimento de grávida são presos em Angra

Dona de clínica de aborto em Campo Grande e policial estavam em uma casa em Mambucaba

Por O Dia

Rio - Policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam, na tarde desta quinta-feira, Rosemere Aparecida Ferreira e o policial Edilson dos Santos acusado de integrar uma quadrilha envolvida no aborto de Jandira Magdalena dos Santos, 27 anos, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

Rosemere estava abrigada em uma casa em Mambucaba, distrito de Angra dos Reis, desde que seu possível envolvimento com o desaparecimento de Jandira começou a ser investigado. Os agentes capturaram os dois quando Edílson saía da residência.

Jandira desapareceu no dia 26%2C quando iria fazer um abortoReprodução

Mãe fez teste de DNA

A mãe de Jandira, Maria Magdalena dos Santos, foi à Academia de Polícia Civil (Acadepol), no Centro, para fazer o exame de DNA nesta quarta-feira. O teste vai esclarecer se um corpo achado dentro de um carro em Guaratiba, dia 27, é ou não de sua filha O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

Segundo a polícia, o veículo em que o corpo foi encontrado carbonizado, sem braços e pernas e com uma marca de tiro na cabeça, tem características semelhantes ao que Jandira teria entrado na Rodoviária de Campo Grande e que a teria conduzido à clínica.

Leandro Brito Reis%3A ‘Falar coisas da minha vida pessoal não ajuda’Reprodução

Ex não se arrependeu

O ex-marido da grávida, Leandro Brito Reis, 30 anos, afirmou, nesta quarta, que não se arrepende de tê-la levado ao encontro de Rosemere Aparecida Ferreira, dona da clínica, que está sendo procurada pela polícia. “Fiz com o coração. Ajudei e ajudaria de novo. O sofrimento dela se refletia na minha filha e eu não poderia ser indiferente”, disse.

Preocupado com a possibilidade de perder o emprego, devido às especulações de que teria envolvimento no sumiço da ex-mulher, Leandro criticou o fato de a polícia ter trazido à tona dois registros de ocorrência feitos por Jandira contra ele, em 2008 e 2010, por ameaças e agressões.

“Falar de coisas da minha vida pessoal não vai ajudar em nada. A questão do que aconteceu com ela é que precisa ser apurada. Não acho justo uma investigação que estava sob sigilo não zelar pela minha integridade”, frisou ele, que é vendedor.

Questionado sobre a demora de aproximadamente duas horas para responder a uma mensagem enviada por Jandira, às 10h06 do dia do sumiço, em que ela relatava estar em pânico depois de ter deixado a rodoviária, Leandro alegou que ligou para ela, mas o celular estava desligado. A mãe da jovem repetiu ontem que não acredita que o ex-genro tenha relação com o desaparecimento.

Últimas de Rio De Janeiro