Polícia investiga morte de mulher na porta do Cemitério do Caju

Célia Maria Peixoto foi atingida por uma bala perdida quando iria visitar o túmulo do neto. PMs já foram ouvidos na DH

Por O Dia

Célia Maria Santos Peixoto morreu na porta do Cemitério do Caju%2C na tarde de segunda-feira%2C atingida por uma bala perdida durante tiroteio entre PMs e bandidosJoão Laet / Agência O Dia

Rio - A Divisão de Homicídios (DH) da Capital está investigando a morte de Célia Maria Santos Peixoto, 58 anos. Ela foi atingida por um tiro na cabeça na tarde de segunda-feira, durante confronto entre policiais militares e traficantes, em frente ao Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Região Portuária. De acordo com afirmação do delegado Rivaldo Barbosa, nesta terça-feira, onze pessoas já prestaram depoimento, entre elas seis PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju, que estavam na ação.

"Os policiais militares foram acionados pelo rádio de que havia um carro roubado. Eles foram abordar esse carro e os traficantes reagiram e nessa troca de tiros a D. Célia foi atingida mortalmente. Todas as armas dos policiais estão apreendidas, estão aqui na Divisão de Homicídios e serão periciadas", disse o delegado ao Bom Dia Rio.

Durante a perícia, os agentes encontraram marcas de tiros em diversos pontos do local onde ocorreu o confronto. "Demoramos oito horas para fazermos essa perícia para que pudéssemos entender melhor a dinâmica do evento. Encontramos tiros em árvores, encontramos nos postes e no muro. E aí deu para ter uma dimensão do que aconteceu naquele local".

Segundo o delegado, o homem que foi encontrado morto na Vila Boa Esperança estaria no carro junto com os traficantes que trocaram tiros com os PMs.

Célia Maria estava ao lado dos filhos Márcio Pinheiro Peixoto e Monique Peixoto Pinheiro, quando uma patrulha da UPP Caju passou em perseguição a um Honda Fit prata trocando tiros. A família repetia o ritual de visita todo dia primeiro, quando o acidente fatal vitimou Alexandro Lima. Márcio, em estado de choque, disse não ter percebido a presença de nenhum carro e viu os policiais atirando. Outra filha de Célia, Ana Carolina Peixoto, 28 anos, estava revoltada.

"Meu irmão viu a viatura e ouviu os tiros. Ele abraçou as duas (Monique e Célia) e se jogou no chão com elas, mas já era tarde. A pessoa é honesta a vida toda para acabar de baixo de um saco de lixo preto, com o rosto desfigurado. Minha irmã está banhada em sangue e a roupa do meu irmão está cheia de miolos", disse.

Últimas de Rio De Janeiro