Irmão de mulher baleada na Rocinha critica preparo de PMs

'Nós que somos trabalhadores sofremos com o tiroteio. Poderia ter sido eu, mas acertaram minha irmã', desabafou

Por O Dia

Rio - O irmão de Adrienne Solan do Nascimento, morta após ser baleada na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio, criticou o preparo dos policiais militares que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local. Segundo o motorista Alexandre Solan do Nascimento, há tiroteios constantemente na comunidade e os moradores acabando virando reféns da situação. Alexandre contou que a família sempre morou na Rocinha, e Adrienne, que estava desempregada, deixou dois filhos, de 1 e 6 anos.

“É gente despreparada dos dois lados (policiais e bandidos). Nós que somos trabalhadores sofremos com os tiroteios. Isso não tem solução. Poderia ter sido eu, outro morador, mas acertaram a minha irmã”, desabafou Alexandre.

Adrienne Solan do Nascimento%2C de 21 anos%2C foi atingida por uma bala perdida durante confronto entre PMs e traficantes na Rocinha. Ela morreu no Hospital Miguel CoutoReprodução Facebook

Armas de PMs apreendidas

A Polícia Civil apreendeu as armas dos PMs da UPP Rocinha, para tentar identificar de onde partiu o tiro que matou Adrienne. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), a jovem foi atingida por uma bala perdida durante confronto entre os policiais e traficantes na região conhecida como Rua 1. Nesta segunda, o policiamento foi reforçado na comunidade e PMs realizam buscas para tentar identificar os criminosos.

Adrienne foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde acabou falecendo. Além da jovem na Rocinha, mas 14 pessoas foram vítimas de bala perdida nos últimos dias no Rio de Janeiro e Região Metropolitana. A última foi Sandra Costa dos Santos, de 58 anos. Ele foi atingida de raspão na cabeça enquanto dormia em sua casa, no bairro de Bangu, na Zona Oeste. Ela foi encaminhada para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, e seu estado de saúde é considerado estável.

Segundo a filha de Sandra, sua mãe foi baleada numa rua próxima aonde no último dia 17, a menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, morreu após também ser atingida por uma bala perdida na cabeça, quando deixava um restaurante com a família.

Últimas de Rio De Janeiro