ONG faz ato em Copacabana lembrando mortes violentas no estado

Caixões com nomes das vítimas foram colocados na areia pela Rio de Paz

Por O Dia

Rio - O Estado do Rio de Janeiro registrou cerca de 4 mil mortes por causas violentas de janeiro a outubro deste ano, em uma média de 450 casos por mês. Para denunciar o problema, um ato foi realizado neste domingo, em Copacabana, levou à praia seis caixões pequenos, representando a morte de crianças, e três caixões grandes, lembrando a morte de adultos. Também foram estendidas faixas pretas com os nomes de algumas vítimas.

Ato da ONG Rio de Paz colocou diversos caixões nas areias da Praia da Copacabana%2C denunciando 4 mil mortes por causas violentas no estado neste anoAgência Brasil

O protesto foi liderado pela ONG Rio de Paz e chamou a atenção das pessoas que passavam pela orla, principalmente dos turistas que aproveitam o feriadão na cidade. O coordenador do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que o número de mortes e a naturalização da tragédia pela sociedade são inaceitáveis.

“É quase uma Síria. Só no último mês vimos quatro policiais morrerem em serviço, um rapaz morador de favela ser executado pela polícia, uma empresária que teve o carro metralhado ao entrar em uma favela e duas crianças que morreram em meio à troca de tiros entre traficantes e policiais. Isto é inaceitável”, diz Costa, citando números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Antônio Carlos diz que a sociedade precisa se manifestar e cobrar soluções para a violência. “O povo tem que gritar e o Poder Público não pode ficar esperando que a solução esteja apenas na Secretaria de Segurança. Nós precisamos de investimentos nas favelas, combate à desigualdade social, políticas públicas para os pobres. Estamos vendo a aproximação dos Jogos de 2016 e é triste ver que não haverá legados para as duas principais necessidades do Rio de Janeiro, que são o combate à miséria e à violência”, afirma.

A turista de Guarulhos (SP) Pâmela Brasílio se surpreendeu com os números da violência no Rio. “É uma brutalidade, principalmente contra crianças, que não têm nada a ver com a violência. Eu fico pensando como as mães reagiram ao ver seus filhos morrerem. É muita tristeza. Eu senti a dor delas”, diz.

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