Transpetro terá que adotar medidas após vazamento de óleo em Angra

Objetivo da recomendação do MPF é identificar a extensão da poluição no litoral do estado do Rio

Por O Dia

Rio - A Transpetro vai ter que tomar uma série de atitudes para identificar a extensão e a profundidade da poluição que atingiu o litoral do estado do Rio depois do derramento de óleo na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, na Região da Costa Verde. O Ministério Público Federal (MPF) fez a recomendação.  

A recomendação também exige a implementação de barreiras de contenção e outras medidas aliviadoras, previstas no plano de emergência e determinadas pelos órgãos ambientais federais e estaduais, em especial na área de habitat do boto-cinza, animal em extinção.

A nota informa que o MPF também requisitou informações ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ao Instituto Boto-cinza e à prefeitura de Angra dos Reis com o objetivo de obter documentos e acompanhar a atuação dos órgãos fiscalizatórios na prevenção de um desastre ambiental em grandes proporções.

A assessoria da Transpetro afirmou, através de nota, que as recomendações do MPF já haviam sido atendidas. Segundo o comunicado, a empresa avisou autoridades ambientais e marítimas assim que o vazamento foi constatado.

"Na manhã do dia 16/3, as operações foram interrompidas e o vazamento foi estancado. Imediatamente, a Transpetro acionou o seu plano de contingência, que incluiu o recolhimento do produto e o monitoramento aéreo e marítimo da extensão da ocorrência para combater e minimizar os efeitos na região. Foram utilizadas ainda embarcações, barreiras absorventes e de contenção, além de outros equipamentos apropriados para este tipo de ocorrência", destaca  a nota. 

O vazamento aconteceu na segunda-feira (16), durante operação de transferência entre navios no píer da Ilha Grande, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios. Inicialmente, a secretaria estadual de Meio Ambiente tinha a expectativa de que 560 litros de óleo tinham atingido o mar, e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) chegou a calcular multa de R$ 2,38 milhões. O valor subiu para R$ 50 milhões quando o orgão chegou à conclusão que a Transpetro havia omitido informações sobre o acidente. A empresa nega essa omissão.


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