Zika não ameaça Jogos, afirma COI

Médico do Comitê Olímpico defende medidas adotadas pelo governo brasileiro

Por O Dia

Rio - Chefe médico do Comitê Olímpico Internacional (COI), Richard Budgett, descartou nesta quinta-feira qualquer possibilidade de adiamento da Jogos Olímpicos do Rio em função da zika. Segundo ele, as autoridades sanitárias brasileiras estão se esforçando para atacar o problema.

“A preocupação é apropriada, mas não há nenhuma restrição para viagens. As pessoas precisam tomar medidas para evitar serem picadas ”, disse Budgett em entrevista para a agência de notícias AP. 

O ministro da Defesa, Aldo Rabelo, também defendeu as medidas do governo contra o mosquito e minimizou os efeitos da epidemia sobre a Olimpíada. “O mundo vive sob riscos, ou de saúde ou de natureza política. O risco deve ser combatido com medidas eficazes, mas a humanidade não pode deixar de realizar eventos internacionais”, afirmou Rabelo.

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DIA NACIONAL
Mais de 220 mil homens das Forças Armadas participam amanhã do Dia Nacional de Mobilização contra Aedes aegypti. Os militares serão deslocados para 350 cidades. No Estado do Rio de Janeiro, as ações acontecem em 30 municípios e em 49 bairros cariocas. Haverá panfletagem e a presença de autoridades do governo federal em todas as capitais do país.

A presidente Dilma Rousseff escolheu o Rio. Ela participará de várias atividades de combate ao mosquito na cidade. Na ação de sábado, os militares baterão à porta das casas junto com os agentes de saúde. Ao todo, o governo federal espera visitar 3 milhões de residências.

Transmitido pelo Aedes, a zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores nas articulações e manchas vermelhas. A grande preocupação é a relação do vírus com a microcefalia em fetos. Só no Estado do Rio, há 208 casos suspeitos da doença.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quinta-feira que o governo federal vai liberar US$ 1,9 milhão para desenvolvimento de uma vacina contra a zika em parceria com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos. A previsão é que a vacina esteja pronta para testes em até um ano. A vacina deve chegar ao mercado em até três anos.

O Ministério confirmou nesta quinta-feira a terceira morte por zika ocorrida no país. O óbito foi em abril no Rio Grande do Norte, mas a causa só foi confirmada agora.

Na Colômbia, o presidente do país, Juan Manuel Santos, disse em pronunciamento na televisão que há 3.100 colombianas grávidas infectadas com o zika, mas afirmou que não há registro de qualquer caso de microcefalia ligado ao vírus.

Confirmados efeitos de zika em fetos

Um grupo de pesquisadores eslovenos anunciou nesta quinta-feira que conseguiu comprovar a relação entre o vírus Zika e a microcefalia. Mara Popovic, do Instituto de Patologia da Faculdade de Medicina de Liubliana, explicou que o vírus foi encontrado nos neurônios do cérebro do embrião de uma mulher grávida, contaminada após visita ao Brasil.

A descoberta demonstra, segundo a patologista, que o Zika vírus ataca sobretudo as células nervosas do feto. Os pesquisadores garantem ter comprovado que os danos no sistema nervoso central são consequência da reprodução do vírus no cérebro do feto.

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