Professor universitário é encontrado morto e com marcas de agressão

Peruano Carlos Patricio Samanez, 62 anos, vivia há quase 30 anos no Brasil e dava aulas na PUC-RJ e Uerj

Por O Dia

Professor da PUC e Uerj%2C o peruano Carlos Patrício Samanez foi homenageado por seus alunos nas redes sociaisReprodução Facebook

Rio - Um professor universitário foi encontrado morto na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte, nesta terça-feira. Carlos Patrício Samanez, de 62 anos, saiu de casa na última segunda-feira e não voltou mais. O corpo foi encontrado pela PM com sinais de violência em um lago do parque. Ele dava aulas na Pontífice Universidade Católica (PUC-RJ) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Samanez teria saído na última segunda-feira de casa na Tijuca para passear com o seu cachorro na Quinta da Boa Vista. Na terça-feira, quando os familiares voltaram de viagem, sentiram sua falta. O cão foi encontrado sem marcas de agressão próximo do corpo de seu dono. A vítima foi reconhecida pela família no Instituto Médico Legal (IML). Os parentes estiveram nesta manhã na Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) para pedir a liberação do corpo do docente para levá-lo para o Peru, seu país de origem, onde será cremado.

O professor vivia há quase 30 anos no Brasil e era professor associado da Faculdade de Economia da Uerj e professor adjunto do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-RJ, onde é coordenador de extensão e coordenador da área de finanças.

Pelas redes sociais, alunos de Carlos Samanez lamentaram a morte do professor. "Não tenho palavras para expressar a tristeza e a dor que sinto ao saber que nós o perdemos. Perdemos um grande homem. A Uerj não será mais a mesma, os próximos alunos não saberão o que é ter uma aula de Finanças Corporativas e Análise de Investimentos tão bem ministrada como o senhor fazia", escreveu uma aluna.

"A única coisa que sei é que vamos todos sentir sua falta. Para sempre, mestre Carlos Patricio Samanez, você estará presente. No coração de seus amigos, alunos e colegas de trabalho. Da nossa FCE-UERJ e da PUC-RJ. Eterna lembrança e saudade", diz um aluno de Samanez.

Reportagem da estagiária Carolina Moura

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