Polícia faz operação e prende milicianos que atuam em São João de Meriti

Ação da Delegacia de Homicídios da Baixada (DHBF) cumpre mandados de prisão e de busca e aprensão contra criminosos

Por O Dia

Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizam, desde as 4h30 desta quinta-feira, uma operação para prender milicianos que atuam em São João de Meriti, na Baixada. Os agentes cumprem mandados de prisão e 24 de busca e apreensão contra o grupo que atua em Vilar dos Teles e seria responsável por várias mortes.

Foram presos: Alexandre Luiz da Silva, 41 anos; Carlos Alexandre Rodrigues de Almeida, 27 anos; Willian Fabiano Pereira Santos, 26 anos; Júlio César Natalino Nascimento, 35 anos; Francisco Eduardo Amorim Lima, 38 anos; Victor Valadares Silva, 25 anos; Daniel Costa Torres, 28 anos; Anderson de Oliveira Pereira, 24 anos; Fábio Herminda Cajueiro, 32 anos; Ueslei Silva Thomaz, de 30 anos; e Evandro da Costa de Souza, de 28 anos de idade.

DHBF apreendeu farto material bélico durante operação em São João de MeritiDivulgação

Os policiais também apreenderam farto material bélico: pistolas de vários calibres, carregadores, munições de diversos calibres, além de veículos, documentos e quantias em dinheiro. Policiais civis estão formalizando a apreensão de todo o material arrecadado.

De acordo com o delegado Giniton Lages, titular da DHBF, a investigação busca elucidar crimes ocorridos na região nos anos de 2014, 2015 e também este ano. Já foram feitas prisões e várias armas foram apreendidas, que poderão ajudar nas investigações.

"Eles estão matando há muito tempo. Realizamos um trabalho de inteligência e buscamos com as prisões diminuir os homicídios em São João de Meriti. Muitas testemunhas temem prestar depoimento. Com as armas e até com os veículos apreendidos poderemos avançar na investigação. A melhor forma de elucidar estes crimes é com o confronto balístico", disse Giniton.

A polícia ainda encontrou cerca de R$ 32 mil em espécie, relógios e cordões de ouro, cinco carros que teriam sido usados nos crimes, 18 celulares e uma farda de um policial militar com o nome de ‘sargento De Oliveira’. No entanto, entre os presos não há nenhum policial militar. De acordo com o delegado titular, a origem da farda será investigada.

"Não sabemos se foi roubada de algum PM. É um grupo paramilitar que vendia a ideia de ‘limpar’ a área, que dão segurança e mantinham o monopólio da venda de cestas básicas, água e gás. Para eles a morte era um grande negócio”, afirmou Giniton, que fará um confronto balístico para elucidar os crimes.

Ainda segundo o delegado entre as vítimas estão traficantes, usuários de drogas ou parentes e amigos deles. Alguns não tinham passagens pela polícia. “Basta a pessoa estar numa esquina usando drogas para ser morta. Até o amigo de um traficante era assassinado. Eles atiravam de dentro do carro ou de fora e as execuções eram com vários tiros”, disse.

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