Rede estadual recebe nota baixa no Ideb

No Rio, apenas o 1º segmento do Ensino Fundamental alcança a meta traçada pelo Ministério da Educação

Por O Dia

Segundo ciclo do Fundamental%3A rede estadual ficou 0.4 abaixo da metaDivulgação

Rio - Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) reprovam a rede estadual de ensino do Rio. Nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio, as escolas não alcançaram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação: os índices foram, respectivamente, de 3.7 contra a meta de 4.1 e de 3.6 contra a meta de 3.7 (a meta nacional do ministério era de 4.3). O objetivo só foi atingido nos primeiros anos do Fundamental (1º ao 5º ano): índice 5.1.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação destacou que “com relação a 2013, o Rio de Janeiro manteve sua nota de 3,6” e que “continuará investindo para melhoria constante dos indicadores do ensino fluminense, buscando sempre as melhores práticas pedagógicas e administrativas para sua rede”. Em 2016, a rede estadual de ensino praticamente não funcionou, pois enfrentou greve de quatro meses dos profissionais de Educação.

Já a rede municipal de Educação, responsável pelo Ensino Fundamental, atingiu a meta para os anos iniciais, com 5.6. Foi o quinto Ideb consecutivo em que a capital alcança o objetivo traçado pelo MEC. Entretanto, não atingiu o índice definido para os anos finais (teve 4.3 de nota, mas a meta era 5.0). A Secretaria municipal de Educação salientou que “os programas e ações para a melhoria da aprendizagem estão sendo intensificados com a expansão das escolas em turno único, que até o fim de 2016 vai chegar a 35% dos alunos da rede.”

De acordo com o MEC, a meta estabelecida para 2015, em todo o país, foi cumprida apenas nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O Ministério estipulou índice 5.2 e o resultado obtido foi 5.5. Com relação ao Ensino Médio, de responsabilidade dos governos estaduais, o resultado é desanimador. A meta de 4.3 ficou longe de ser batida, totalizando apenas 3.7. Somente quatro unidades da federação atingiram o objetivo determinado pelo MEC para o Ensino Médio nas escolas públicas: Amazonas, Goiás, Pernambuco e Piauí.

Segundo o MEC, as escolas particulares também deixaram a desejar e não atingiram a meta. “Os dados mostram que o problema não é a escola pública, porque as escolas privadas também vão mal. É preciso mudar o modelo de Ensino Médio que temos hoje”, comentou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Eduardo Deschamps. Desde a criação do indicador, foram estabelecidas metas que devem ser atingidas a cada dois anos por escolas privadas, prefeituras e governos estaduais.

Reforma no Ensino Médio

Na avaliação do ministro da Educação, Mendonça Filho, “os resultados (do Ideb) são uma catástrofe para nossa juventude”. Ele defendeu a reforma urgente no Ensino Médio. “Já passou da hora de oferecermos uma solução adequada para a educação dos jovens.”

Mendonça Filho anunciou que vai pedir urgência na tramitação do Projeto de Lei 6840/2013, que institui a jornada integral e altera o currículo do Ensino Médio. Ele considera a mudança tão urgente que, se preciso, vai recorrer ao presidente. “Se porventura a apreciação do projeto não se dê ainda neste ano, vamos sugerir ao presidente Michel Temer que seja editada uma Medida Provisória. Não se pode ficar passivo aguardando o próximo ano”, disse o ministro.

O índice alcançado por alunos do Ensino Médio não progride há quatro anos. O indicador está em 3.7 desde 2011. Além disso, desde 2013, segue abaixo da média estipulada pelo MEC. “São índices absolutamente vergonhosos. É uma tragédia para a educação do país”, resumiu o ministro.

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