Crivella vai a Santa Cruz agradecer eleitores que garantiram melhor desempenho

Novo prefeito do Rio promete reduzir a 'menos da metade' o secretariado. Ele teve 77,82% dos votos em zona eleitoral que engloba o bairro

Por O Dia

Rio - Marcelo Crivella, candidato do PRB eleito o novo prefeito do Rio, faz caminhada, na manhã desta segunda-feira, no calçadão de Santa Cruz, na Zona Oeste. Ele vai agradecer o apoio dos eleitores que garantiram o melhor desempenho dele na corrida à prefeitura, com 77,82% dos votos na 241ª Zona Eleitoral, que também tem Cosmos e Paciência. Em 41 seções, Crivella conseguiu pelo menos 60% dos votos. E somente ele venceu em todas as regiões da cidade.

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Crivela falou sobre o grande número de secretarias atualmente na prefeitura. Segundo ele, a quantidade de pastas, hoje 24, será reduzida para menos da metade. "O secretariado vai diminuir a menos da metade. Nós vamos precisar fazer um governo austero", disse. Mais cedo, em entrevista à TV Record, o candidado eleito também falou sobre o tema. 

"As forças políticas vão procurar os melhores técnicos, a melhor forma de gestão. É claro que terá que ser uma redução absurda mesmo, muito grande, nas secretarias. E vamos ter que gastar também com muito controle, muita criatividade", falou. 

Leia abaixo  alguns temas abordados na entrevista

Saúde e Educação

"Espero que ao final dos meus quatro anos de governo o Rio tenha menos: menos pessoas nas filas dos hospitais, menos crianças perdidas nas comunidades, cracudos na rua, menos violência, menos desemprego, é isso que eu sonho (...) Eu vou ser um gestor muito concentrado nos hospitais. Aliás, estive com o ministro da Saúde na semana passada, já falando com ele de uma gestão única do SUS no Rio de Janeiro. Acho que o prefeito, e se a gente conseguir um acordo bom com o governo federal, deve se responsabilizar pelos hospitais federais, são nove no Rio de janeiro. Não só cuidar das cirurgias de baixa complexibilidade, mas também as de média e alta complexibilidade. É uma responsabilidade que eu não temo assumir, tenho certeza que Deus vai me ajudar, é uma coisa humanitária, um imperativo da nossa evolução social. O Rio de janeiro, tenho certeza, será menos violento se a gente tiver uma assistência social melhor do que temos hoje. "

Transportes

"Eu ouvi os operadores do transporte, principalmente na região Norte, Oeste, os operadores de van, as companhias de ônibus, o pessoal do metrô, do táxi, do Uber também, para que a gente possa juntos encontrar os caminhos para um trânsito melhor no Rio de Janeiro. Eu tenho uma grande vantagem porque o meu vice é o Mac Dowell, um homem que se especializou a vida inteira sobre transportes, todos reconhecem a sua competência. E ele já está estudando a partir de agora com os técnicos da Coppe (Instituto de Engenharia da UFRJ), com o pessoal da Fundação Getúlio Vargas, para que a gente possa equacionar. Eu sei que existe hoje no Rio de Janeiro sobreposição de linhas, uma confusão danada nas reformas que foram feitas, uma insatisfação completa e isso só pode ser resolvido com muito diálogo. Acho que a grande capacidade do político é de convencimento , é de harmonização, esses conflitos de uma sociedade moderna como o Rio, onde existem interesses muito conflitantes. Vamos encontrar com nossos técnicos melhores caminhos para desenrolar o trânsito no Rio."

Segurança

"Se eu tivesse uma observação em relação à prefeitura em termos de falha, do que ouvi das pessoas nesses 45 dias, é exatamente a omissão da prefeitura em relação à segurança pública. Quando a Guarda Municipal se concentrou muito em arrecadar recursos, multando ou na repressão dos camelôs. Acho que a guarda tempo um papel muito mais importante e foi aprovada no congresso uma nova lei, fazendo com que a Guarda Municipal tome conta não só do patrimônio público , mas também da segurança pública, do patrulhamento comunitário. Vamos voltar com essa Guarda Municipal que tomava conta da porta da escola. Hoje é triste a professora dizendo que os alunos não devem levar para a escola celular, objetos de valor que podem ser roubados. É muito difícil também que nos corredores comerciais a gente tenha tanto furto, tanto roubo de carros. Vou falar com a Policia Militar, com a Guarda Nacional, com a Polícia Federal. O tempo todo vou estar com a Guarda Municipal para que este patrulhamento seja ostensivo e os bandidos desistam do Rio de janeiro."




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