Alívio para paciente do Hospital Getúlio Vargas

Ministério da Saúde confirmou que a idosa será transferida para o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu neste domingo

Por O Dia

Rio - A espera de dona Neuza, de 74 anos, está quase acabando. Por falta de materiais na unidade, a paciente da ala de Ortopedia do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, aguarda desde o início do mês uma cirurgia para receber uma prótese no fêmur. O Ministério da Saúde confirmou que a idosa será transferida para o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu, em Paraíba do Sul, amanhã.

Ontem, O DIA mostrou que o hospital realizou tratamentos ortopédicos em seus pacientes de forma improvisada, utilizando galões d’água no lugar de pesos para fazer trações (colocação de ossos no lugar). Os familiares também reclamavam que os pacientes eram trocados apenas duas vezes por dia e que havia falta de informações pelos funcionários.

Porém, depois da reportagem, a neta de Neuza, a bancária Suellen Santos, de 27 anos, conta que o tratamento no hospital mudou da água para o vinho. “Agora apareceu um monte de funcionário. Até os banhos dos pacientes estão mais demorados. Infelizmente é temporariamente. Depois vai voltar tudo ao normal”, opinou.

Para a analista de crédito Jacqueline da Silva, de 29 anos, nada mudou. Ela reclama que sua avó de 88 anos, internada na mesma ala, também recebeu tratamento inadequado. “No sábado, nem sabíamos que ela seria operada. Quando fomos ver, ela já estava no centro cirúrgico, recebendo uma tração improvisada”, disse. A direção do hospital, gerido pela OS Pró-Saúde, informou que os pacientes citados na reportagem de ontem ainda aguardam marcação de cirurgia.

?Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat


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