Silas Malafaia considera condução coercitiva como 'vergonhosa'

Pastor foi levado pela Polícia Federal para depor em São Paulo. Líder religioso afirma que essa é uma 'tentativa' da Justiça em 'desmoraliza-ló diante a opinião pública'

Por O Dia

São Paulo - Um dos alvos de condução coercitiva da Operação Timóteo, da Polícia Federal, o pastor Silas Malafaia classificou a decisão do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do DF, em leva-ló para depor como "vergonhosa" e afirmou que essa é uma "tentativa da Justiça para desmoraliza-ló diante a opinião pública". O pastor estava em casa, em São Paulo, quando foi conduzido à sede da Superintendência da PF, na Lapa, Zona Oeste da capital paulista.

Desde o momento que foi levado para prestar depoimento, Malafaia tem usado do Twitter para fazer declarações e contestar a ação. Em uma publicação, o líder evangélico indaga a Justiça e afirma que "poderia ter sido convidado a ir depor" e faz acusações. Segundo ele, o juiz não teve "bom senso".

Em uma publicação, Silas Malafaia afirma que, "recebeu uma oferta de R$ 100 mil de um membro" e segue: "O cheque foi depositado em conta". Ainda na publicação, o pastor diz que não sabe a origem do dinheiro. "Não sei e não conheço o que ele faz" — se referindo a profissão do membro da igreja que teria dado a oferta. Ele continua na postagem! "Eu declaro no Imposto de Renda tudo o que eu recebo. Quer dizer que se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? será que a Justiça não tem bom senso? Pra saber que eu recebi um cheque de uma pessoa; e isso me torna participante de crime? Estou indignado", finaliza o pastor.

Silas Malafaia Reprodução

O DIA entrou em contato com a assessoria de imprensa do pastor, por telefone. No entanto, até a publicação desta reportagem, não houve retorno. 

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento

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