MP denuncia empresário por usar 'fantasma' para vencer licitações

Onze pessoas foram denunciadas por organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, nesta terça-feira, 11 pessoas por organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Entre os acusados está Fernando Trabach Gomes, apontado como o líder da quadrilha e responsável por usar uma pessoa fictícia, George Augusto Pereira da Silva, para cometer crimes licitatórios.

De acordo com as investigações, o empresário usava um "fantasma" para vencer licitações em vários municípios. Além disso, Fernando foi sócio de dezenas de empresas e outorgante de procurações para atuação junto a bancos, cartórios e prefeituras.

Ao todo, 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias, são cumpridos nesta terça-feira. Segundo o MP, objetivo é apreender contratos e documentos de 21 sociedades empresárias constituídas com "laranjas" e "fantasma".

Os mandados são cumpridos no Condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca, na sede da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, e em Jacarepaguá, Duque de Caxias e Campos. Segundo o MP, os outros denunciados são parentes de Fernando, como sua mãe, mulher, filho, cunhada, ex-mulher, empregados e os dois advogados.

Em nota, a prefeitura de Campos informou que agentes do MP estão na sede para recolher documentos relativos à empresa GAP, que prestava serviços de ambulância para a gestão passada. "O procurador geral do município José Paes Neto acompanha a equipe do MP, que está com mandado de busca e apreensão, e recolhe documentos relativos à empresa que se encontra sob investigação judicial por conta dos serviços prestados à antiga gestão", completou.

Também por meio de nota, a defesa do empresário Fernando Trabach Gomes informou que está obtendo cópia das decisões judiciais e da denúncia. A defesa lembrou que os fatos não são novos e informou que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, tendo prestado depoimento recentemente. No texto, a defesa do empresário classificou a prisão como "medida extrema e desproporcional no caso".

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