Operações já prenderam 16 pessoas e apreenderam 22 fuzis na Rocinha

Dois menores foram apreendidos, além de duas pistolas, oito granadas, explosivos caseiros e mais de duas mil munições e carregadores

Por O Dia

Rio - Desde o início das operações policiais na Favela da Rocinha, com o apoio do cerco das Forças Armadas, na última sexta-feira, 16 suspeitos já foram presos e 22 fuzis apreendidos, de acordo com a Secretaria de Segurança. Na manhã desta segunda-feira, a PM realiza nova operação na região, além do Morro do Turano, uma das favelas onde os criminosos buscaram refúgio após fugirem pela Floresta da Tijuca.

Dois menores também foram apreendidos, além de duas pistolas, oito granadas, explosivos caseiros e mais de duas mil munições e carregadores. Duas pessoas morreram em confronto com a polícia. Uma das prisões foi de Emanuel Bezerra, de 19 anos, conhecido como Playboy, suspeito de fazer parte do bando de Rogério 157, na tarde deste domingo.

Playboy%2C suspeito de integrar bando de Rogério 157%2C foi preso na RocinhaEstefan Radovicz / Agência O Dia

As operações visam prender os líderes das quadrilhas de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que está preso em um presídio federal, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que iniciaram uma guerra pelo controle do tráfico local há uma semana.

Policiais do Batalhão de Choque (BPChq), além do Batalhão de Ações com Cães (BAC) estão em operação, na manhã desta segunda-feira, na Favela da Rocinha, em São Conrado, em busca de traficantes. Já o Batalhão de Operações Especiais (Bope) está no Morro do Turano, na Zona Norte, em busca de criminosos que fugiram pela Floresta da Tijuca e estão se abrigando em favelas da região.

Pelas redes sociais, moradores relatam um intenso tiroteio no morro que abrange os bairros do Rio Comprido e Tijuca. De acordo com a PM, um suspeito foi baleado durante troca de tiros na área da mata, próximo do Morro do Salgueiro. Uma pistola foi apreendida com ele. Não há relatos de tiroteios nesta madrugada e manhã na Rocinha.

Fuzis apreendidos na Rocinha. Desde sexta-feira, foram 22 apreensõesEstefan Radovicz / Agência O Dia

Outras operações

A PM também realiza operações em outras favelas do Rio. Policiais do 41º BPM (Irajá), além do 9º (Rocha Miranda) e 18º BPM (Jacarepaguá), realizam uma operação no Complexo da Pedreira, na Zona Norte. Um homem apontado como um dos líderes do roubo de cargas foi preso e uma réplica de fuzil foi apreendida. 

Também são feitas operações nas comunidades do Furquim Mendes, do Dique e no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte. Na Zona Oeste, há operação na Vila Vintém. Não há informações sobre prisões, apreensões ou feridos.  

?Escolas fechadas

Desde segunda-feira da semana passada, as escolas e creches da Rocinha funcionaram apenas na quarta-feira, prejudicando o calendário escolar de milhares de alunos. Hoje, as unidades de ensino não abriram pela quinta vez, deixando mais de 3,3 mil alunos sem aula. Escolas particulares também decidiram não abrir nesta segunda-feira. Entre elas estão o Colégio Teresiano e a Escola Parque, ambas na Gávea, bairro vizinho à Rocinha.

A Secretaria Municipal de Educação contabiliza ainda na mesma região uma escola e duas creches fechadas no Vidigal, uma creche fechada na Vila Canoas e duas escolas e uma creche fechadas na Gávea.

A proximidade de situações de risco também levou ao fechamento de escolas e creches no Turano e no Morro do Urubu, na Zona Norte. Ao todo, quase 6 mil alunos estão sem aulas hoje na rede municipal de ensino.

'Comércio está sufocado', dizem lojistas

O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro divulgaram uma nota em repúdio "ao estado de descalabro por que passa a segurança do Rio".

Segundo as associações, o comércio é uma das atividades produtivas mais prejudicadas pela violência e "está sufocado".

"Isso tem nos obrigado a investir vultuosas somas que, somente nos primeiros seis meses do ano, consumiram um bilhão de reais em dispositivos de segurança, que representam uma grande parcela no nosso faturamento, dinheiro que poderia ser investido na ampliação dos estabelecimentos comerciais, gerando emprego e renda", diz a nota, que pede o fim das medidas paliativas.

?Com informações da Agência Brasil

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