Publicidade mira em múltiplas telas como alternativa para inovação

Divisão da O2 Filmes, o núcleo Outras Telas investe em pilotos sob conceitos como a realidade virtual e a realidade aumentada

Por O Dia

São Paulo - Com o consumidor acessando informação de celulares e tablets, as chamadas múltiplas telas abriram um amplo leque de possibilidades para a publicidade. É sob esse cenário que o núcleo Outras Telas — criado há pouco mais de um ano pela O2 Filmes — está abrindo frente para um novo roteiro de tecnologias e formatos.

“Somos o braço de inovação da O2. Nosso papel é descobrir novos talentos e novas formas de produzir conteúdo”, diz Janaina Augustin, diretora do núcleo Outras Telas. “Hoje, as campanhas são muito mais amplas e incluem desde redes como Facebook, YouTube, Instagram e Vine, até as ações em pontos de ônibus, displays, fachadas de prédios e relógios digitais, diz.

Três produções ajudam a explicar o potencial de viralização dessas novas mídias. Em duas semanas, o vídeo produzido para a campanha da Always, estrelado por Sabrina Sato, alcançou a marca de 5 milhões de visualizações. Já a peça criada para o lançamento do Danio, novo iogurte da Danone, atingiu 3 milhões de visualizações em menos de um mês, enquanto o filme “Romance sem Conexão”, produzido para a Vivo, superou 3,6 milhões de visualizações em pouco mais de duas semanas.

Mais que números grandiosos, o núcleo está conseguindo alcançar novos perfis de clientes para a O2, especialmente na área cultural, com exposições e museus. E essa estratégia começa a abrir uma trilha para a experimentação. Um dos exemplos é o filme criado para o Museu do Amanhã, instalação no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e que tem previsão de inauguração para esse ano. Para produzir o filme de 8 minutos, que conta a história do universo e que será veiculado em uma tela esférica, na entrada do museu, a divisão trabalhou, entre outros recursos, com um óculos de realidade virtual. “É um conceito de imersão, de interação presencial e que exige uma linguagem totalmente diferente do conteúdo tradicional. Da mesma forma, estamos criando projetos que usam a arquitetura como uma tela, para a projeção de animações que interagem, por exemplo, com uma janela”.

Outro conceito que já vem sendo testado é a realidade aumentada, especialmente nas ações para dispositivos móveis. Entre outras aplicações no radar, uma das possibilidades é o consumidor apontar a câmera de seu celular para um código que, por sua vez, gera uma animação em 3D. Um exemplo seria um aplicativo que permite ao usuário colocar virtualmente um sofá em sua sala, antes de comprar o item pela internet.

Para disseminar a produção para as novas telas, o núcleo está investindo em ações como um festival interno de realidade virtual. “Também estamos estimulando os diretores da casa a pensarem qual o tipo de narrativa seria mais apropriada para os relógios inteligentes”, diz Janaina.

Segundo a diretora, essa estratégia integra a preparação para o esperado aumento de projetos relacionados à Olimpíada de 2016. “Como já aconteceu na Copa, há uma limitação de comunicação na mídia tradicional, por conta das ações dos patrocinadores. Nesse contexto, as ações na internet, em outras mídias, e mesmo as que envolvem experiências físicas, surgem como uma boa alternativa para as demais marcas”, diz Janaina.

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