Batalha por uma agenda popular

Partidos que estão no páreo da sucessão presidencial de 2018 se movimentam em diferentes ambientes

Por O Dia

As atividades do Congresso no primeiro semestre deste ano refletem uma ansiosa busca de agenda por parte dos três partidos que estão no páreo da sucessão presidencial de 2018 - PT, PSDB e PMDB - fato que há muito tempo não acontecia com tanta nitidez. Até o momento, ajuste fiscal, pacto federativo, lei de responsabilidade das estatais, maioridade penal, contas do governo Dilma são os mais importantes. Poucos têm conexão estreita com o cotidiano do cidadão, focado principalmente em corrupção e crise econômica. Os partidos se movimentam em diferentes ambientes. O PT, com maior quantidade de problemas, tem em Lula a alternativa para continuar no poder; o PMDB domina o protagonismo no Legislativo, nem sempre com apelo popular que lhe renda dividendos e sem nome visível de um candidato; o PSDB trabalha a herança de 51 milhões de votos, o melhor desempenho dos tucanos desde 1998, e o discurso do estelionato eleitoral. Nenhuma pesquisa revelou até agora quem é o mais intuitivo, embora a eleição municipal esteja na esquina.

Vai sangrar

Diante da ameaça do PT de contestar a votação que aprovou a convocação do homem das finanças de do ex-presidente Lula, Paulo Okamotto, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), vai retaliar. Vai adiar o máximo possível a data do depoimento para expor o nome de Lula na mídia associado às investigações da Operação Lava Jato. Se correr com o assunto, Okamotto fala, responde qualquer coisa e o assunto morre. Ruim para uma CPI que estava ficando sem assunto.

Minireforma

De um ministro que conversa bem com todas as correntes, dentro e fora do governo: depois de passar pelo Senado, dificilmente a reforma política passará de cinco pontos - cláusula de barreira mais dura, fim das coligações, financiamento de campanha, fim da reeleição e mandato de cinco anos.

Sem pressa

Aécio Neves só vai definir a estratégia de seus próximos passos após a viagem a Manaus, no dia 26, e a convenção nacional do PSDB, no dia 5 de julho. Primeiro quer medir a percepção do eleitor na rua e vestir o figurino de presidente reeleito do partido. Em seguida refletirá sobre os ensinamentos do avô, Tancredo, para quem "uma decisão certa na hora errada é uma decisão errada". Só depois fixará o contraponto a estabelecer com o governador Geraldo Alckmin, que saiu na frente na interna tucana.

Últimas de _legado_Notícia