Por raphael.perucci
'Expo 1%3A Nova York' fica em cartaz até o dia 23 de fevereiro%2C no MAMAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Rio - Como apresentar os desafios ecológicos e sociais do século 21 de forma clara e próxima dos cidadãos? Foi esse questionamento que inspirou os curadores Luiz Camillo Osorio e Klaus Biesenbach a trazer a mostra ‘Expo 1:Rio’, versão brasileira da ‘Expo 1: Nova York’, em cartaz até o dia 23 de fevereiro, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo.

“Lá no MoMA (The Museum of Modern Art) , o foco era o clima. Aqui queremos discutir as transformações urbanas, reflexos de movimentos intensos como o Carnaval e até as várias manifestações que aconteceram no país esse ano”, explica Biesenbach.

A exposição apresenta 60 obras, entre elas, os trabalhos de sete artistas brasileiros, que se dividem em vídeos, fotos e instalações. “O bacana é que esses talentos nos ajudam a pensar que tipo de cidade nós queremos. Que alguns problemas que vivemos aqui no Brasil também podem ser identificados em outros países. É um diálogo global. O planeta é um só e as questões não são só nossas”, analisa Camillo.

Mas pela sua importância, as discussões sobre o meio ambiente também estarão presentes aqui. “Nos últimos anos, passamos por diversas revoluções, inclusive tecnológicas. As pessoas precisam se perguntar como elas vão reagir diante de tantas mudanças”, declara Klaus.

Além do Rio, a ‘Expo 1’ ainda passará por Berlim e Pequim. Mas para Luiz Camillo, o Brasil ter sido o primeiro a expor a mostra logo depois do MoMA tem uma explicação nada modesta. “Não há como negar, hoje existe um interesse muito grande pelo nosso país. Estamos em evidência, principalmente na questão cultural”.

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