Fernanda Rodrigues e Paulo Vilhena estrelam peça 'Tô Grávida'

Atores falam sobre alegrias e perrengues de ter um filho na produção

Por O Dia

Rio - O tema paternidade tem permeado a vida de Paulo Vilhena, 35 anos. Há nove meses ele está em cartaz com a comédia romântica ‘Tô Grávida’, onde forma com Fernanda Rodrigues, 34 anos, um casal que vive as dores e delícias da chegada do primeiro filho. E há um mês amarga o luto pela perda do pai, o economista Sergio Atz, aos 73 anos. Pensar na questão da continuidade tornou-se inevitável.

Paulo Vilhena está em cartaz com a comédia romântica 'Tô Grávida'%2C onde forma par romântico com Fernanda RodriguesAgnews

“Falei sobre esse assunto na terapia, mas descobri que não existe essa substituição, que seria uma cagada fazer um filho com qualquer pessoa, achando que eu ia conseguir transferir esse amor. Sempre desejei ser pai, mas, com essa situação na família, sabendo que a finitude do meu pai estava próxima, eu pensava que talvez ele ainda pudesse ter tempo de conhecer um filho meu. Entrei numa paranoia... Só que uma coisa não neutraliza a outra. Vou sofrer o que tiver que sofrer e superar, para só depois dar o próximo passo”, desabafa o ator.

Uma desilusão amorosa também já despertou o instinto paterno de Paulinho, que acredita que toda forma de amor vale a pena. “Quando eu vim para o Rio, estava traumatizado, não queria namorar sério, tinha sofrido muito, era apaixonado, romântico, e o namoro foi por água abaixo. Doeu. Aí conheci umas amigas que namoravam e disse que, se quisessem ter um filho, para me dar um toque, que eu podia contribuir com a parte que cabe ao homem. São mulheres que eu amo, com valores e caráter. Seria ótimo, a criança teria duas mães e um pai. Tendo afeto, estrutura, educação, não precisa ser um casal hétero que está junto há anos... Tem o casal gay também e outras tantas possibilidades. O mais importante é a dedicação”, destaca.

E ele dá como exemplo Fernanda e Raoni Carneiro. “Eles se amam, estão juntos há seis anos. Têm os perrengues, mas não abrem mão facilmente da relação. Ao contrário, se fortalecem. Quero ter um filho com uma pessoa em quem confie”, acrescenta.

Na adolescência, por pouco, o ator não ouviu um ‘tô grávida’. “Foi da minha primeira namorada, inclusive nós perdemos a virgindade juntos. A tal da camisinha estourou e ficamos apavorados. Na hora, liguei para minha mãe e ela disse para a gente correr para a farmácia. Já existia a pílula do dia seguinte naquela época. A menina tomou e ficamos na expectativa, daí desceu a menstruação. Que alívio”, lembra.

Na contramão da inexperiência do compadre — Vilhena é padrinho da filha de Fernanda, Luisa, de 4 anos —, a atriz levou para o espetáculo todo seu conhecimento de causa. “A minha situação foi bem diferente. Eu queria muito ser mãe e me planejei. Na peça é um susto, no meu caso foi incrível. Tem muito de mim ali. É um tema emocionante, as pessoas amam ouvir. Mas o diferencial é que é contada sob o ponto de vista do pai. Isso é engraçado”, garante ela.

Foi preciso uma boa dose de ousadia para continuar em campo, ou melhor, no palco, e disputar a atenção do público com a Copa. ‘Tô Grávida’, de Regiana Antonini, dirigida por Pedro Vasconcelos, com produção de Leo Fuchs, estreou no Teatro Fashion Mall no último fim de semana e segue em cartaz até o dia 10 de agosto.

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