Exposição ‘Memória do Funk’ ensina os usuários do metrô e trem a dançar

A mostra conta a história de várias equipes de som, de como começaram, de quais bailes participam e quais são os principais estilos

Por O Dia

Rio -‘O natural do Rio é o batidão”. A frase da música ‘Diretoria’, de MC Sapão, mostra que realmente está tudo dominado pelo funk. E para contar a trajetória desse ritmo, a exposição ‘Memória do Funk’ abre hoje, e fica até dia 30 de junho, nas estações de trem e metrô do Rio. A grande novidade deste ano são os tapetes gráficos que ensinam à população os passinhos ‘happyfeet’, ‘bus stop’ e ‘sabará’, para ninguém fazer feio nos bailes.

A mostra conta a história de várias equipes de som%2C de como começaram%2C de quais bailes participam e quais são os principais estilosDivulgação / MARIA BUZANOVSK

“A ideia de fazer um tapete ensinando como dançar surgiu dessa febre do passinho que voltou agora. O lance do passinho se alavancou quando pessoas começaram a fazer vídeos mandando passinhos e tiveram milhões de acessos na internet. Agora, o celular está na mão de todo mundo e possibilita gravar as coreografias. Rola até uma competição entre quem faz os melhores passos”, explica Raoni Teixeira, curador da exposição.

A mostra conta a história de várias equipes de som, de como começaram, de quais bailes participam e quais são os principais estilos. As trajetórias de cada uma foram colocadas em caixas de madeira, que imitam caixas acústicas e reúnem textos e fotos.

A exposição é uma das ações que fazem parte do ‘Rio Parada Funk 2016’, que colocará 13 equipes de som, 120 DJs e 90 MCs distribuídos em 12 palcos no Aterro do Flamengo. O evento, que chega à sua 6ª edição, acontece no dia 26 deste mês, de 9h às 17h.

A mostra conta a história de várias equipes de som%2C de como começaram%2C de quais bailes participam e quais são os principais estilosDivulgação / MARIA BUZANOVSK

“O Rio tem o funk como a música que mais o representa. No Brasil, ele já deixou de ser carioca. São Paulo veio com MC Guimê e, mais recentemente, com o João, com ‘Baile de Favela’ por exemplo, além de outros estados como Minas Gerais”, afirma o DJ Sany Pitbull, curador da Rio Parada Funk.

Um dos convidados deste ano, que cantou em diversas edições do evento, é o MC Smith. Segundo ele, o Rio Parada é uma oportunidade de “conhecer o funk carioca, e curtir o baile. Relembrar os velhos tempos, rir e reencontrar amigos, e saber que o funk é funk e não tem como tirar isso do Rio de Janeiro”.

Exposição

Estações de trem:
Central do Brasil, Maracanã, Bonsucesso (ramal Gramacho), Nilópolis (ramal Japeri), Duque de Caxias (ramal Gramacho).

Estações de metrô:
General Osório, Siqueira Campos, Carioca, Central, Estácio, Uruguai, Maracanã e Pavuna.

Números:
120 DJs vão alegrar o público, além de 90 MCs e 13 equipes de som espalhados em 12 palcos no Aterro do Flamengo.

Com reportagem de Guilherme Guagliardi

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