Lili Rodriguez: Hora de festejar 2017

A coluna conversa hoje com o cerimonialista Ricardo Stambowsky, que conta o que não pode faltar na festa de Réveillon

Por O Dia

Rio -  O Natal se foi. Ficam as lembranças de encontros familiares e o clima de esperança. No Ano Novo, temos mais uma oportunidade de celebrar. Por isso, a coluna conversa hoje com o cerimonialista Ricardo Stambowsky, que conta o que não pode faltar na festa de Réveillon. 

Ricardo e Suely Stambowsky comemorando as ‘bodas de rubi’ no Copacabana PalaceReprodução Internet

LILI: Quando começou na profissão de cerimonialista?

RICARDO: Em 1987, no casamento de Ana Cristina Alvez com Denis Flomin. Tinha experiência com eventos, como a danceteria que criei nos anos 1980, em Juiz de Fora (MG), onde fizemos shows com Lulu Santos, Lobão, Titãs, Paralamas, entre outros. Fazíamos muitas festas: Halloween, Carnaval... Quando a danceteria fechou, ingressei na carreira de cerimonialista.

Deu algo errado? Como reverteu?

Em uma festa, teve um temporal e a pista de dança começou a afundar. Mudamos a pista de local e foi lindo. Em um casamento no Clube Germânia, na Gávea, caiu outro, que arrebentou com os toldos. Dizem que casamento com chuva dá sorte para os noivos... Mas é uma dor de cabeça para quem organiza (risos).

Qual a festa mais cara e a mais barata que já fez?

No Forte de Copacabana, fiz um casamento com show do Jorge Benjor e buffet França, de São Paulo. No Parque Lage, houve festas lindíssimas também, como a de Antônia Galdeano. Mas já fiz festas em salões simples, só com bolo e um espumante. Tanto em uma quanto na outra o que importa é elegância... Todo mundo fica feliz. Se é uma festona ou festinha, o importante é transmitir felicidade para as pessoas.

Qual lugar mais inusitado onde já organizou uma festa?

Eu fiz uma cerimônia na Capelinha do Cristo Redentor, que é muito pequena. Os convidados ficaram ao ar livre. Foi bem diferente.

E casamentos radicais, com pulo de bungee jump? Já fez?

Ainda não, mas toparia fazer. Me tiraria da zona de conforto. Quando o Papa Francisco veio ao Brasil, a missa em Guaratiba foi transferida para Copacabana. O bairro ficou interditado. Nesse dia, eu tinha um casamento marcado no Copacabana Palace, com cerimônia no Centro. Foi uma complicação. Tivemos que contratar ônibus para levar os convidados. No fim, deu tudo certo. O casal está muito feliz. A proximidade do Papa Francisco ajudou.

A crise tem afetado o mercado de casamento?

Eu acho que a crise afeta tudo. As pessoas estão com menos dinheiro. Ninguém vai deixar de casar ou comemorar os 15 anos da filha, mas todo mundo está sendo mais comedido. Muitas vezes, as festas estão sendo feitas na própria casa da pessoa.

Quem manda mais? A noiva, a mãe da noiva ou a sogra?

Hoje em dia, a noiva. Quando eu comecei, a mãe mandava. Mas as noivas estão hoje casando na faixa dos 30 anos. Elas estão mais maduras.

Os noivos têm participado das preparações?

Estão mais participativos. Perderam a vergonha de dar palpites!

Quem fez seu casamento?

Estou casado há 43 anos. Foi no Outeiro da Glória e a festa na casa dos meus pais. Quem fez a decoração foi a Lucia Saboya e quem organizou tudo foi minha mãe. Nem passava pela minha cabeça trabalhar com eventos.

E a festa de Ano Novo?

A festa de Réveillon é cheia de esperança. A gente sempre espera que o Ano Novo seja mais feliz. Você deve estar junto de pessoas de quem gosta. A festa deve ter bebida boa e farta. Muito gelo e conforto. Comidas leves e coisas frias.

Que festa gostaria de fazer?

Um casamento gay... Adoraria!

Um beijo?

Para você, Liliana!

Um sonho?

Um mundo de paz! 

Últimas de Diversão