Fabiula Nascimento torce para sua personagem em novela se tornar vilã

Atriz diz que a Cristina de 'Boogie Oogie' não é uma pessoa má

Por O Dia

Rio - A discreta Fabiula Nascimento, 36 anos, sente-se à vontade na pele da maldosa Cristina de ‘Boogie Oogie’, não tem o menor pudor em defendê-la e aposta até numa reviravolta da trama que fará com que ela fique pior ainda.

“Ela não é uma vilã maquiavélica, que tem vontade de destruir os outros. Até agora, a Cristina só quer casar o sobrinho (Rafael, vivido por Marco Pigossi) com uma mulher rica (Vitória, papel de Bianca Bin). Mas a Cristina tem potencial para ser vilã, sim. Se acontecer alguma coisa muito forte em relação ao seu eixo familiar, aí ela pode descambar para qualquer lugar, como qualquer pessoa”, analisa.

Se depender de Fabiula Nascimento%2C a Cristina de ‘Boogie Oogie’ vai assumir de vez o seu lado vilã na novela das 18hMaíra Coelho / Agência O Dia

De acordo com sua intérprete, uma traição, por exemplo, poderia fazer com que Cristina se tornasse uma mulher cruel. E, ao que tudo indica, Gilda (Letícia Spiller) vai cruzar o caminho da professora de inglês. “Tadinha da Gilda, toda errada, só se interessa por homem casado. Não sei se o Mário (Guilherme Fontes) vai ter um caso com ela, mas tudo pode acontecer”, diz.

Desse tipo de relacionamento, Fabiula faz questão de fugir. “Comigo nunca aconteceu de me envolver com um homem casado. Para mim, eu vi que é casado, o homem fica desinteressante na mesma hora. Homem casado não me atrai. Nunca fui amante. Acho triste”, comenta. Ao contrário de Cristina, visivelmente mal-amada, a atriz está com a vida afetiva em dia. Namorando o ator Gil Coelho há poucos meses, ela se mostra absolutamente encantada, embora se esforce para preservar a sua intimidade. “Estou em um momento maravilhoso. Namorar é sempre bom. Está tudo uma delícia”, afirma.

Conservar esse clima gostoso, típico de começo de namoro, é algo que parece simples para a atriz. “Não acho difícil manter essa coisa especial do início. Quando não está legal, não tem que ficar junto. Tem uma frase da Frida Kahlo (pintora mexicana) que é perfeita: ‘Onde não pode amar, não se demore.’ Sou muito a favor disso. A gente tem que estar feliz quando está com alguém. Se essa felicidade vai durar três meses ou 30 anos, que seja desse jeito”, acredita.

Fabiula NascimentoMaíra Coelho / Agência O Dia

Não por acaso, Fabiula não se cansa de repetir que acorda para ser feliz, independentemente de estar solteira ou vivendo uma história de amor. “Consigo ser muito feliz sozinha. Só estou namorando porque é muito especial. Ele veio para somar, então vale a pena viver essa história”, declara-se.

A atriz é do tipo que curte o momento, sem se prender ao futuro. Casamento e filhos não são prioridades. “Se eu quero me casar? Depende. Pode ser que sim. Não sou de fazer planos. Quanto a ser mãe, teve uma época que eu quis, mas depois a minha vida foi tomando outro rumo. Hoje, não tenho vontade de ser mãe, não sinto esse desejo. Se rolar, vai rolar. Não bateu aquela história do relógio biológico. Vivo rodeada de crianças, de filhos de amigos, adoro criança, mas ainda tenho muita coisa para fazer, quero viajar bastante”, conta.

Fazer uma viagem ao exterior por ano é quase uma questão de honra para Fabiula. Mas, para passar pelo menos um mês fora, a atriz não esconde que faz suas economias. “Guardo dinheiro para viajar todo ano e também para quitar o meu apartamento, que comprei financiado. Se posso gastar, gasto, mas no momento só posso guardar. Sou superorganizada com as minhas finanças. Não dou um passo maior do que as minhas pernas. Não tenho ninguém para me socorrer financeiramente caso aconteça alguma coisa. Minha única fonte de renda é o meu trabalho. Sou a minha provedora”, avisa.

Falar de dinheiro não é problema para a intérprete da Cristina de ‘Boogie Oogie’, que, inclusive, não vê a ambição, um dos traços mais marcantes da personalidade da sua personagem, como um defeito. “Todo mundo deve ter ambição, porque é uma coisa que move a gente para melhorar. Qualquer coisa que você faça que não passe por cima de ninguém, que não cause um dano a ninguém, é válida. A minha ambição está sempre em tentar diversificar o meu trabalho. Tenho a ambição de ser versátil, de ir atrás de uma mudança interna para cada personagem”, diz.

Fabiula, que já foi uma cabeleireira fogosa em ‘Avenida Brasil’ e uma mãe de santo em ‘O Canto da Sereia’, só para citar alguns exemplos da pluralidade de sua carreira, jura não ter sonhos de consumo. “Se eu puder manter o que conquistei, já está ótimo. Me sinto milionária só em ter a minha casa própria, o meu carrinho, poder viajar uma vez por ano, ajudar financeiramente a minha família, a minha mãe, dar um plano de saúde para ela. Dinheiro demais também não é muito bom. Estou satisfeita com o meu apartamento, que é muito abençoado, fruto de muito trabalho. Nessa hora, você vê que vale a pena guardar dinheiro, se esforçar para comprar a sua casa”, analisa.

Sensualidade à flor da pele

Exalar sensualidade é para quem pode, não para quem quer. E Fabiula pode! Apesar de se vestir com discrição, a atriz chama a atenção por onde passa. “Eu escuto muito que sou sensual, mas não faço nada para isso. Na minha vida, fora de um personagem, ninguém nunca vai me ver de decote, prefiro me vestir fechadinha, retrô. Acho que a minha sensualidade está na minha energia, no meu estado de espírito, em estar feliz comigo mesma. Talvez por isso me vejam como uma mulher sensual. Não me incomodo que me chamem de gostosa.”

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