Série ‘Um Contra Todos’ mostra a vida dura dos árbitros de futebol

Atração será exibida no canal por assinatura History

Por O Dia

Rio - O diretor gaúcho Matheus Mombelli tinha uns 9 anos quando começou a frequentar estádios de futebol no interior do Rio Grande do Sul. Em vez de jogos memoráveis, o que marcou sua infância foram cenas de árbitros fugindo do campo para não apanhar da torcida.

“Quando eu era guri, meu pai me levava aos jogos de campeonatos municipais no interior. Vi muito juiz ser perseguido e agredido. Isso despertou o meu interesse em saber por que uma pessoa resolve ser juiz de futebol”, conta Matheus, 34, criador e diretor da série ‘Um Contra Todos’, que estreia amanhã, às 22h55, no canal por assinatura History.

Cena frequente no futebol%3A árbitro cercado por jogadores dos dois timesReprodução

Produzido pela Zeppelin Filmes, em cinco episódios, o programa é um misto de documentário e reality que mostra a nada mole vida dos árbitros dentro e fora dos gramados. Ex-juízes como José Roberto Wright, Dalmo Bozzano e Edílson Pereira de Carvalho contam suas experiências de perseguições, agressões e xingamentos, além da paixão deles por futebol.

“O Dalmo teve que se esconder numa plantação de milho, porque as duas torcidas queriam pegá-lo. Era um jogo do campeonato catarinense. O time da casa vencia e a torcida segurava as bolas que saíam de campo. Ele ficou irritado. Quando o adversário empatou, a torcida passou a jogar as bolas em campo. E ele acabou chutando uma para fora do estádio”, adianta o diretor. “Tem um bandeirinha que coleciona os objetos que atiravam nele, como celular, pedaço de vaso sanitário, correntinhas”, emenda.

Na infância, Matheus viu até árbitro sacar um revólver para se defender e outro correr para não ser atropelado por um torcedor que invadiu o campo pilotando um Corcel. “Ele tirou a arma de dentro de uma maleta e deu um tiro para o alto. Teve gente correndo para todo lado, pulando muro”, diverte-se.

A série é recheada ainda de depoimentos de jornalistas esportivos e ex-jogadores como Serginho Chulapa, conhecido por suas confusões com árbitros e bandeirinhas. “Ele parece estar arrependido e hoje orienta seus jogadores a respeitar o juiz”, conta o diretor. 

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