Nelson Vasconcelos: Xeretar os outros está mais difícil

Vale, então, ficar de olho, principalmente se você acha que tem alguém fuçando suas mensagens

Por O Dia

Rio - Demorou. O WhatsApp começou ontem a oferecer o uso de senha para autenticação do aplicativo — que, a gente sabe, sempre foi muito fácil de ser bisbilhotado pelos curiosos de plantão. Com essa ferramenta, “qualquer tentativa de verificar seu número de telefone no WhatsApp deve ser acompanhada de senha de seis dígitos, a ser escolhida pelo próprio usuário”, como diz o informe da empresa.

Vale, então, ficar de olho, principalmente se você acha que tem alguém fuçando suas mensagens. Para ativar essa nova segurança, abra o app e faça o caminho Configurações> Conta> Verificação em duas etapas> Ativar.

Xeretar os outros está mais difícilReprodução

Pode ser que a sua versão do WhatsApp ainda não esteja habilitada ao recurso, mas é questão de tempo. Na próxima atualização, estará disponível nos smartphones que usam Android, iOS (iPhones) ou Windows Phone.

Em tempo: o WhatsApp também está integrado ao Instagram. E, mais do que isso, já permite o compartilhamento de até 30 fotos. Baita exagero.

E por falar em xeretas

O governo norte-americano já fala em solicitar aos turistas a senha que eles usam para acessar suas redes sociais. Parece muito estranho, mas é o que está se configurando, graças à nova política de restrição de entrada de estrangeiros no país.

Xeretar as redes sociais dos visitantes seria uma nova maneira de checar suas ideologias políticas — principalmente se o cidadão tiver origem muçulmana. Não acho que seja um grande problema para os turistas brasileiros, que gostam mesmo é da Disney. Mas não deixa de ser um alerta em relação à crescente influência oficial sobre a privacidade de todos.

Vamos parar de implância


A Safernet Brasil detectou crescimento de cyberbulling, ou seja, a prática de maus-tratos via internet, que tem provocado até mesmo suicídio entre adolescentes que não aguentam a carga pesada.

Segundo a ONG, que monitora os ataques aos direitos humanos, foram registrados 312 casos em 2016, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Parece pouco, mas a Safernet considera apenas as queixas feitas diretamente à entidade, que também oferece psicólogos para quem precisar de apoio. Vale conferir o site new.safernet.org.br/.

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