Torcidas pressionam por instrumentos e bandeiras

Federação das Organizadas do Rio faz solicitação à Suderj e só aguarda o sinal verde do consórcio que administra estádio antes de iniciar a festa no clássico Flu e Vasco

Por O Dia

Rio - Domingo, o torcedor de Vasco e Fluminense que for ao Maracanã torcer para o time que é fã, mesmo sem foguetes, espera poder levar instrumentos, faixas e bandeiras. Afinal, não vai ser de brincadeira. Como ninguém vai mais de cadeira numerada (extinta), a ideia é ficar na arquibancada para sentir mais emoção — e poder torcer da maneira que se tornou marca registrada ao longo dos 63 anos de história do principal palco do futebol brasileiro.

Maracanã volta a receber os clubes cariocas no domingoDivulgação

Detalhe: para os sócios do Fluminense, os bilhetes disponíveis custam R$ 60,00 e são da arquibancada atrás do gol, nos níveis 1, 2 e 5. A venda para o público geral pela internet começa amanhã, e por pontos de venda inicia na quinta, em ambos os casos a partir das 10h.

Tudo depende, porém, do resultado da reunião realizada ontem, no próprio Maracanã, entre membros da Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ) com a Suderj. Na pauta, justamente, a solicitação da liberação do uso de instrumentos, faixas e bandeiras com mastro no estádio.

A Suderj, agora, vai levar os pedidos à diretoria do Consórcio Maracanã S. A., na tentativa que seja dada uma autorização definitiva — o documento ainda será entregue ao Gepe. Segundo o vice-presidente da FTORJ, Flávio Martins, os pedidos foram feitos em cima do que já era liberado nos jogos disputados no Engenhão e de acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelas torcidas organizadas com o Ministério Público em 2011.

“O encontro foi muito produtivo. Pleiteamos o que já estava acordado junto ao Gepe em cima do Estatuto do Torcedor e do TAC. Instrumentos, faixas, bandeiras com mastro. Agora estamos apenas no aguardo do documento oficial que será passado às autoridades”, disse Flávio.

Semana passada, o presidente do Consórcio Maracanã, João Borba, chegou a afirmar que trabalharia por um “termo de conduta” para os torcedores. Entre as regras, seria proibido torcer em pé, entrar sem camisa e levar instrumentos e bandeiras. Pouco depois, a assessoria do consórcio divulgou nota oficial negando tais proibições.

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