Phelps se despede em grande estilo: com mais um ouro. Agora são 23

Antes de se aposentar, mito da natação ajuda Estados Unidos no revezamento 4x100m medley. País chegou à milésima medalha de ouro

Por O Dia

Rio - É o fim. Pela última vez, Michael Phelps caiu numa piscina para competir. E como não poderia deixar de ser, o fenômeno deu adeus com uma medalha de ouro ao lado dos companheiros americanos no revezamento 4x100m medley (Ryan Murphy, Cody Miller e Nathan Adrian), na última competição da natação na Rio-2016. E para um mito do esporte, nada mais justo do que sair ovacionado pelo público e chorou.

Michael Phelps comemora o ouro em sua última prova olímpicaDanilo Verpa/Folha de S.Paulo/NOPP

Na mesma competição, a equipe brasileira (formada por Guilherme Guido, João Gomes, Henrique Martins e Marcelo Chierighini) ficou em sétimo, mas herdou o sexto lugar com a desclassificação da China. A prata ficou com a Grã-Bretanha e o bronze, com a Austrália.

O último dia de natação na Olimpíada de 2016 permitiu a todos os meros mortais a assistirem à despedida do fenômeno Michael Phelps, que anunciou sua despedida das piscinas neste sábado em conversa com fãs pelo Facebook. Uma notícia triste para os fãs. Essa será a segunda despedida de Phelps, que também havia anunciado a aposentadoria após Londres-2012, mas voltou em 2014 para competir no Rio. Só que, desta vez, o nadador de 31 anos promete ser definitiva.

"Acabou. Eu estou com a cabeça melhor desta vez do que há quatro anos. Estou pronto para passar algum tempo com meu filho Boomer e vê-lo crescer. Estou feliz como as coisas terminaram", afirmou Phelps, que fecha seu ciclo com 28 medalhas, sendo 23 de ouro (uma a menos que o Brasil em toda a história), além de 26 títulos mundiais, seis recordes mundiais (três em revezamento) e sete olímpicos (quatro individuais).

Mas antes de Phelps, tinha brasileiro para os torcedores apoiarem. Logo na primeira final da noite, Etiene Medeiros caiu na água para os 50m livre feminino e ficou em oitava, com 24s69. Ela piorou seu tempo em relação à semifinal, quando bateu o recorde sul-americano com 24s45. Mas se ela tivesse repetido a marca, teria ficado na mesma posição. A vencedora foi a dinamarquesa Pernille Blume (24s07). A americana Simone Manuel levou a prata e a bielorrussa Herasimenia Aliaksandra, o bronze.

Etiene Medeiros ficou em oitavo nos 50m livre e encerrou a participação do Brasil sem medalhas na nataçãoDanilo Verpa/Folha de S.Paulo/NOPP

Nos 1.500m masculino, o italiano conquistou o ouro com 14min34s57, com o americano Connor Jaeger em segundo lugar e o também italiano Gabriele Detti ficou em terceiro.

Já no revezamento 4x100m medley feminino, os Estados Unidos ganharam o ouro (3min53s13), seguidos por Austrália e Dinamarca. A conquista das nadadoras Kathleen Baker, Lilly King, Dana Vollmer e Simone Manuel foi ainda mais marcante por um detalhe histórico. Segundo os números do comitê americano, a medalha de ouro foi a milésima do país na história das Olimpíadas.

Com o fim da natação na Rio-2016, o Brasil fechou sua participação sem nenhuma medalha sequer e como melhores resultados dois quintos lugares em finais (no revezamento 4x100m livre masculino e com João Júnior, nos 100m peito). Com a maior delegação enviada a uma Olimpíada (33 atletas), o país alcançou o maior número de finais (oito), superando Pequim-2008 (seis), mas o desempenho foi decepcionante.

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