Regime da Síria retoma controle da cidade de Palmira e expulsa Estado Islâmico

Vitória oficial ocorreu após semanas de confrontos, segundo a imprensa estatal e um grupo de monitoramento partidário da oposição

Por O Dia

Beirute - As forças do regime sírio retomaram o controle da cidade antiga de Palmira dos militantes do Estado Islâmico, neste domingo. A vitória oficial ocorreu após semanas de confrontos, segundo a imprensa estatal e um grupo de monitoramento partidário da oposição.

Alguns ativistas disseram que ainda havia confrontos em andamento em algumas ruas. Segundo eles, o Estado Islâmico permanece no controle de alguns poucos bairros. A retomada de Palmira significa a primeira vitória importante do regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, contra o grupo extremista muçulmano sunita. Além disso, a área pode se converter em uma base para alcançar outras zonas controladas pelos militantes no leste do país.

Forças do Estado Islâmico foram expulsas de Palmira, na SíriaDivulgação Dabiq

Uma intensificação da campanha aérea do regime e aviões russos apoiados por uma ofensiva em solo levaram os militantes a se retirar, segundo o grupo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres.

Na sexta-feira, as forças do regime, com o apoio de aviões russos e militantes libaneses do grupo Hezbollah tomaram a parte antiga de Palmira, segundo a imprensa estatal. A partir disso, passaram a avançar rumo a áreas residenciais. O Estado Islâmico se esforçou muito para manter o controle de Palmira, cidade na província central de Homs e onde estão alguns dos locais mais venerados do Oriente Médio. A cidade foi tomada pelo grupo em maio passado.

Palmira é a principal cidade de uma rodovia que liga cidades controladas pelo governo, como Homs e a capital, Damasco, a Deir Ezzour, uma cidade dividida entre o regime e o Estado Islâmico. A cidade antiga de Palmira fica ainda em uma região de estradas que levam para o Iraque, onde militantes controlam algumas passagens fronteiriças entre os territórios sírio e iraquiano, e também de estradas que seguem para o sul da Jordânia.

O grupo extremista já usou as ruínas arqueológicas de Palmira como cenário para execuções, além de destruir várias dessas ruínas. Os militantes destruíram, por exemplo, o Templo de Bel, de 2 mil anos, qualificado pela Unesco como uma das mais importantes edificações religiosas daquela era. Para os extremistas, esses locais promovem a idolatria. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse na quinta-feira que desejava ir à Síria e avaliar os estragos na cidade "assim que as condições de segurança permitam".

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