Peru entre primeira-filha e ex-ministro

Com 90% das urnas apuradas, Keiko Fujimori deve enfrentar Kuczynski

Por O Dia

Peru - Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko Fujimori foi a mais votada domingo em 15 dos 24 departamentos peruanos e, com 89,61% das urnas apuradas, somava 39,49% do total, contra 21,37% de seu provável oponente no segundo turno, o ex-ministro das Finanças Pedro Pablo Kuczynski. Terceira colocada, Verónika Mendonza contava com 18,65%.

Apesar de ter levado a maioria dos votos em sete departamentos, contra um do economista, a parlamentar de esquerda não teve o fôlego indicado nas últimas pesquisas, que davam empate. Peruanos só voltam às urnas dia 5 de junho. “Vamos descansar para pensar como tocaremos a campanha que se inicia. Vamos firmar o pé no estribo para ter uma jornada correta”, comentou PPK, como o ex-ministro é chamado.

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Atual presidente, Ollanta Humala preferiu a descrição. “Quero esperar dados consolidados para me pronunciar. Temos de ter prudência”, despistou. “O próximo presidente deve se comprometer com a política social, educativa, de infraestrutura, de saneamento, de saúde, de inclusão e com os programas que implantamos”, comentou.

Apesar da dianteira de Keiko, pesquisas revelaram que a oposição à candidata vem crescendo desde o início do ano e que muitos dos que rejeitaram o estilo de governo beligerante de seu pai devem cerrar as fileiras de seu rival, seja Kuczynski ou Verónika. As chances de Keiko na segunda etapa da votação irão depender muito de ela ser ou não capaz de se distanciar de seu pai, que foi condenado por corrupção e abuso de direitos humanos ligados à repressão de insurgentes esquerdistas entre 1990 e 2000, quando governou o país.

Macri: lua de mel já azeda

A boa-vontade dos hermanos com Mauricio Macri, empossado há cinco meses, começa a perder força. Segundo pesquisa feita no final de março pelo instituto Grupo de Opinión Pública (GOP), a aprovação do presidente da Argentina caiu para 53,5%, bem abaixo dos 63,9% com que contava ao tomar posse, em 10 de dezembro.

A queda foi persistente mês após mês, porém mais pronunciada em março, depois do aumento de até 300% nas tarifas de água, luz, gás e transportes, além da demissão confirmada de 11 mil funcionários públicos. O governo decidiu tomar as medidas impopulares agora, com a promessa de que no segundo semestre os resultados positivos aparecerão, sobretudo no controle da inflação, que deve fechar 2016 a 25%.

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